quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os 10 Pastores que não respeito e não admiro x Os 10 Pastores que respeito e admiro




“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te” (Apocalipse 3.15-19).

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7.15-23).

Maus líderes existem aos montes dentro das igrejas. O joio está espalhado dentro da igreja como ensinam as escrituras (Mateus 13. 26). Isso não é novidade para ninguém. Apesar de designar aqui o termo “pastores” a essas pessoas que citarei abaixo, não tenho a intenção de diminuir aqueles que fazem jus a esse termo tão lindo mostrado nas Sagradas Escrituras, e que realmente pastoreiam de coração as ovelhas do Senhor. Usei esse termo somente para facilitar a identificação dessas pessoas.

OS 10 PASTORES QUE NÃO RESPEITO E NÃO ADMIRO:

1o - O que faz do púlpito um palco de shows - A exposição da Palavra é esquecida e substituída pelo talento hollywoodiano desse pastor, que explora as mais diversas técnicas para cativar os seus expectadores, fazendo do show o protagonista do culto. Ele é a estrela e não Cristo e Sua palavra. Seu púlpito é lugar de entretenimento, de show, e não de pregação, de transmissão da voz de Deus.

2o - O que explora financeiramente as ovelhas - Esse pastor é muito ambicioso e tem planos de crescimento. Porém, para a realização dos seus planos, precisa de muito dinheiro. E esse dinheiro é retirado das ovelhas, através das mais diversas técnicas de extorsão (legais) - e algumas vezes ilegais e antiéticas. Ele não liga para o que a Bíblia ensina e inventa formas de arrecadação para realizar seus sonhos megalomaníacos. As ovelhas são iludidas, exploradas e sugadas até a última gota que podem dar.

3o - O que insiste em querer fazer a agenda de Deus - Um pastor que quer determinar lugar, dia e hora para Deus agir não merece meu respeito. Segunda-feira: Deus age na família; terça-feira: nas finanças; quarta-feira: Deus dá o Espírito Santo; quinta-feira: Deus faz conversões e sexta-feira: Deus liberta as pessoas de demônios. Deus agora está preso em uma agenda criada pelo homem? Para esse pastor, Deus deve adequar-se à sua programação semanal.

4o - O que ilude as pessoas com amuletos, objetos ungidos e unções que não vêm de Deus - Esse pastor escraviza pessoas em crendices e superstições que não são encontradas e ordenadas na Bíblia. Desvia a fé que deveria ser unicamente no Deus soberano para objetos e unções - falsas - e extravagantes. Trabalha com a ilusão, com a ambição, com a falta de conhecimento de muitas das ovelhas que lhe ouvem. É um ilusionista do púlpito!

5o - O que “profetiza” o que Deus não mandou profetizar - Usa sua influência sobre as pessoas para “profetizar” e “revelar”.Porém, não usa a Bíblia, que é a revelação e é onde se encontram as profecias de Deus para a vida de seus servos. Lança profecias das mais variadas para as pessoas. Normalmente suas profecias são absurdas e vazias, porém, a cegueira e falta de conhecimento das pessoas sobre a Palavra de Deus, abre portas para que essas “profecias” sejam cridas como verdade.

6o - O que faz com que seus fiéis o adorem - Ele é visto como um semideus pelos seus fiéis. Ele é o poderoso, ele faz milagres e sinais acontecem, ele é o rei e o centro dos cultos. O pior de tudo é que não faz nada para mudar essa situação, pois adora ser paparicado, adora status, adora demonstrar seu grande “poder” e ser ovacionado pela multidão. Seu prazer é ver multidões afluindo em sua direção com desejo de glorificá-lo. Não prega para pouca gente, só aparece quando tem pessoas suficientes para massagear seu ego insuflado.

7o - O que usa o dinheiro das ofertas para seu próprio enriquecimento - Esse pastor-empresário é formado e pós-graduado em enriquecimento usando a igreja. Têm fortuna e bens luxuosos, tudo adquirido com a ajuda das ofertas dos membros de sua igreja e de quem mais querer ajudá-lo a “evangelizar”. Segundo ele diz, todo o dinheiro das ofertas é usado para a obra de Deus, porém, seu patrimônio o acusa. Ele engana multidões - e babacões - que bancam sua vida de ostentação e riqueza, pois não podem questionar a palavra do todo poderoso líder.

8o - O que prega a teologia da prosperidade - Um pastor que diz que pobreza é maldição, que o crente verdadeiro será reconhecido pela sua prosperidade material, e outras abobrinhas sem embasamento bíblico, não merece admiração. Se a teologia da prosperidade é um câncer como alguns dizem, esse pastor é um espalhador de doenças no meio do povo.

9o - O que usa versículos isolados da Bíblia para fundamentar doutrinas destruidoras - Esse pastor adora inventar doutrinas usando versos bíblicos isolados, cuja interpretação isolada, sem considerar contextos e outras boas regras de interpretação, favorecem seus pensamentos e desejos. É um manipulador ardiloso dos textos sagrados, visando única e exclusivamente que a Bíblia se enquadre em seus pensamentos e planejamentos.

10o - O que [acha] que determina a ação de Deus - É uma piada dizer que um homem determina algo ao Todo-Poderoso, mas essa ousadia acontece. Palavras ousadas saem da boca desse pastor, que ora determinando, ordenando, exigindo que Deus faça determinadas coisas que, segundo ele, Deus tem de fazer. Coitado, não tem nem noção da besteira que faz! E o pior: ensina as pessoas a agirem também assim!

NÃO POSSO ADMIRAR E RESPEITAR PASTORES COMO ESSES!

OS 10 PASTORES QUE RESPEITO E ADMIRO:

1o - O que não é perfeito, mas que busca ser exemplo do rebanho - Esse pastor sabe de suas limitações, sabe que não é melhor do que ninguém, sabe que é um pecador resgatado pelo sangue de Cristo. Ele, porém, sabe também da missão que Deus lhe deu e busca conduzir suas ovelhas no caminho dado pelo Supremo Pastor, sendo, antes de todos, o primeiro a vivenciar a Palavra de Deus em sua vida para testemunhar a outros. Ele tem todo cuidado nessa questão e pode-se ver em sua vida um homem que busca viver o evangelho e não somente falar dele. É humano, tem seus erros, e não faz questão de passar uma imagem de todo poderoso.

2o - O que faz cultos Cristocêntricos - Esse pastor busca glorificar a Cristo nas ministrações que preside. Busca conduzir todas as coisas para que Cristo cresça e todo o resto diminua. Do primeiro ao último minuto de seus cultos busca apresentar a Cristo e conduzir as pessoas a Ele. É sensível ao observar e corrigir coisas que tentam competir com a centralidade de Cristo nos cultos.

3o - O que não tem medo de pregar a Palavra de Deus - Esse pastor não faz média, antes, entrega a palavra de Deus conforme a Bíblia a revela. Ele não usa de técnicas melodramáticas para tocar o coração dos seus ouvintes. Ele busca antes de tudo, que o Espírito Santo revele a Palavra aos seus ouvintes, conduzindo-os à presença viva de Deus. Sabe que muitas vezes irá desagradar pessoas na sua pregação, mas é fiel às verdades que Deus lhe manda pregar.

4o - O que não crê que os fins justificam os meios - Esse pastor é totalmente dependente de Deus em seu ministério. Ele conduz a igreja a andar nos caminhos corretos de obediência ao Senhor e não nos caminhos tortuosos que o coração humano propõe e que visam, antes de tudo, resultados que premiam o trabalho realizado. Para ele o mais importante é fazer a vontade de Deus usando os meios dados por Deus.

5o - O que é obediente a Deus mesmo não vendo resultados palpáveis - Esse pastor gosta de ver os resultados de seu trabalho, porém, não é guiado por esses resultados. É guiado pela obediência e direção de Deus. Mesmo, às vezes, não vendo resultados pontuados pelas pessoas como o‘sucesso’, continua sendo fiel e o pastor responsável por certo número de ovelhas dadas por Deus. Para ele, cumprir a missão de Deus não é encher a igreja de gente a qualquer custo, mas sim obedecer a Deus e confiar a Ele os resultados do trabalho, seja quais forem.

6o - O que não faz a si mesmo o “bam-bam-bam” da igreja - Esse pastor sabe fazer suas ovelhas entenderem a diferença entre admiração e bajulação. Ele não aceita ser bajulado e até adorado como se fora mais do que os outros ou até mesmo um quase deus. Coloca-se na posição de servo, têm prazer de trabalhar em equipe e de ver suas ovelhas se desenvolvendo em seus ministérios, e sempre reitera que ele também é ovelha do rebanho de Deus. Não deixa o ego assumir o controle. Ele não é um ídolo dentro de sua igreja.

7o - O que não explora financeiramente suas ovelhas - Esse pastor não é ignorante, não acredita que as dívidas da igreja são pagas como que por milagre. Ele sabe das possibilidades da sua igreja e não usa ameaças e nem promessas que a Bíblia não faz para que suas ovelhas contribuam com o trabalho. Ele sabe instruir corretamente sua igreja sobre o que a Bíblia diz a respeito das contribuições para o reino de Deus. Não faz dos momentos de ofertório o momento mais importante do culto e nem do dinheiro o deus e a confiança maior da igreja. Trabalha a parte financeira da igreja com dignidade, ética e transparência.

8o - O que não tem medo de ensinar profundamente a Bíblia às suas ovelhas - Esse pastor não faz doutrinas em cima de textos isolados da Bíblia, por isso, não tem medo de ensinar suas ovelhas a serem questionadoras, estudantes profundas da Bíblia. Ele tem porta aberta ao diálogo e aos questionamentos. Por isso, os cultos que preside são banquetes de aprendizado e quebrantamento, onde a Palavra de Deus reina soberana como fonte de ensino e a regra de fé e prática. Por ser assim ele sabe que precisa sempre beber dessa fonte para também poder dar de beber cada vez mais aos seus discípulos.

9o - O que ora sempre buscando em seus pedidos que seja feita a vontade de Deus em primeiro lugar - Esse pastor não ousa sequer pronunciar palavras de ordem a Deus. Ele sabe quem é Deus, sabe de Seus atributos grandiosos. E mais, sabe exatamente que ele é apenas um homem imperfeito, que está de pé pela graça de Deus. Por isso, em suas orações ele é dependente de Deus e não o chefe de Deus.

10o - O que tem cheiro de ovelha - Esse pastor é pastor que pastoreia de verdade. A sua missão de vida é pastorear e não fazer fortuna com o rebanho vendendo suas peles e carnes! Chegue perto dele e sentirá o cheiro das ovelhas. Isso porque ele fica muito perto, ele acompanha, ele se preocupa com elas. Ele as ama de verdade, mesmo que elas não tenham nada para dar-lhe em troca. Ele as acolhe, ele cumpre seu trabalho cabalmente como bom trabalhador que não tem de que se envergonhar.

E VOCÊ, TEM ALGUM PASTOR QUE RESPEITA E ADMIRA?

“Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1 Pedro 5.1-4).

Por André Sanchez

Os milagres de um profeta; a busca de Elias por Deus.



 “Ali entrou numa caverna e passou a noite. E a palavra do Senhor veio a ele: ‘O que está fazendo aqui, Elias’? Ele respondeu: ‘Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, o Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me’. O Senhor lhe disse: ‘Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar’. Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave”.
1 Reis 19.9-12


- O texto que lemos conta o relato do desespero de Elias, depois de feitos inacreditáveis e de ter experimentado vários grandes milagres operados por Deus em sua vida.
- Elias viveu entre os anos 900 a.C e 820 a.C., numa época em que o país Israel estava dividido.
- Havia dois reinos: o Reino do Norte, conhecido como Israel, cuja capital era Samaria; e, o Reino do Sul, conhecido como Judá, cuja capital era Jerusalém.
- O Reino do Norte perdurou por 261 anos, sendo conquistado por Senaqueribe, imperador assírio, no ano de 722 a.C., levando todo o povo cativo para a Assíria.
- Elias profetizou no Reino do Norte, durante o reinado de Acabe que, fazendo um trocadilho, acabou com Israel.
- O rei Acabe foi muito ruim e fez tudo que o Senhor reprovava. Construiu muitos altares idólatras e instituiu o culto a outros deuses como prática recomendada em todo o reino.
- Acabe também construiu um templo ao Deus Baal e passou a adorá-lo e a consultar os seus profetas. Baal é o deus da fertilidade na mitologia acádia e suméria.
- Por vezes, Acabe foi advertido sobre a sua prática idólatra e o profeta Elias foi um desses que confrontou o rei.
- Mas, o rei Acabe era tão ignorante, que casou-se muito mal. Casou-se com Jezabel, uma mulher diabólica que influenciou negativamente o seu marido, levando-o para o buraco.
- É muito interessante ressaltar o que a bíblia diz sobre os dois tipos de mulher: Provérbios 14.1 – A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua.
- Jezabel era filha do rei dos sidônios, que se chamava Etbaal, que significava: lugar de Baal.
- Por causa da iniqüidade do rei e seu povo, Deus revelou a Elias que por um bom tempo não choveria na terra de Israel.
- E foi o que aconteceu! Não choveu por 3 anos na terra de Israel.
- Elias, saiu de Samaria e foi até um riacho, um braço do rio Jordão e ficou por ali um tempo. Todos os dias, de manhã e de tarde, os corvos lhe traziam pão e carne. E ele bebia a água do riacho.
- Porém, por falta de chuvas, até este riacho secou e Elias foi até uma cidade chamada Sarepta.
- Lá encontrou uma viúva que estava colhendo alguns gravetos. A fome já havia chegado até ali.
- Elias pediu um pouco de água e um pedaço de pão. Mas, a mulher respondeu que só tinha um pouco de trigo e um pouco de azeite. Ela estava ali colhendo gravetos para fizesse uma refeição com seu filho e depois morresse.
- Aquela mulher já tinha perdido as esperanças de chuvas. Faltavam-lhes comida e o que ela tinha dava somente para uma última refeição.
- Elias pede que mesmo assim, a mulher faça um bolo com o que tinha e profetizou que nunca faltaria comida na casa da viúva.
- E aconteceu mesmo! Não faltou azeite na botija e nem farinha na vasilha daquela viúva. Era o suficiente para alimentar a viúva, seu filho e o profeta Elias.
- Mas, um dia, o seu filho parou de respirar. E Elias clamou a Deus pelo filho da viúva. O filho voltou a viver depois que Elias deitou-se 3 vezes sobre o menino.
- Depois disso, Deus mandou que Elias fosse até o rei Acabe e anunciasse a chuva.
- Mas o rei havia instituído uma perseguição aos profetas de Deus. Um dos profetas chamado Obadias, que não sabemos ao certo se é o mesmo que escreveu o livro de Obadias no AT, escondeu 100 profetas em duas cavernas e os alimentava com pão e água.
- Enquanto os profetas de Deus estavam escondidos, o rei Acabe adorava a Baal e consultava os profetas de Baal.
- Elias, sabendo da perseguição, desafiou os profetas de Baal e de Aserá, sendo 450 profetas de um e 400 de outro. Além disso, muita gente foi ver o que estava para acontecer.
- Mandou que escolhessem dois novilhos e fossem preparados dois altares. Nos altares foram preparados dois sacrifícios devidamente cortados e colocados sobre a lenha, porém não foi colocado fogo.
- Elias, mandou que os 850 profetas clamassem a Baal e a Aserá para que os deuses mandassem fogo dos céus. Isso começou pela manhã e foi até o entardecer e nada aconteceu.
- Elias pediu para algumas pessoas que estavam ali para encherem 4 jarras (14 litros cada uma) de água e espalharam sobre a lenha e sobre o sacrifício. Depois pediu novamente para que isso fosse feito e de novo. Por 3 vezes o altar recebeu água de forma que molhou tudo ao redor até a vala que foi aberta ao redor do altar.
- À hora do sacrifício, Elias clamou a Deus: 18.36-37.
- Então o fogo do Senhor desceu dos céus e consumiu todo o sacrifício, a lenha e o altar.
- Todo o povo ficou maravilhado diante do que tinham visto e começaram a clamar a Deus.
- Elias mandou que todos os profetas de Baal fossem mortos e o fez.
- Após este fato, Elias anunciou a tão esperada chuva para todo o Israel.
- Mas, Jezabel não ficou nem um pouco contente quando ficou sabendo que os profetas haviam sido mortos. Por isso, mandou um mensageiro a Elias dizendo que ele pagaria com a vida dele por tudo o que aconteceu.
- Elias teve muito medo e fugiu para salvar a sua vida. Fugiu para o extremo Sul de Judá e por lá permaneceu por um tempo, orando a Deus pedindo a sua morte.

Neste contexto chegamos ao versículo lido e tiramos algumas lições sobre a trajetória de Elias:

1) Até os grandes profetas passam por depressão (19.4-8)
            Elias teve uma carreira impecável como profeta.
            Ele lutou contra as heresias, contra a prática idólatra do seu povo e profetizou contra eles.
            Buscou cumprir com os decretos de Deus na sua vida.
            Foi como um leão encarar os profetas de Baal. Encarou de frente o rei Acabe e a sua esposa Jezabel.
            Foi até as últimas conseqüências no seu confronto ao pecado do rei e do povo.
            Mas, assim como um bom e grande leão guerreiro, Elias, no fim de sua vida se recolheu. Passou por um momento de crise.
            Os leões, quando sabem que a sua hora chegou, quando estão final de sua vida, se recolhem para longe do bando, longe da família, longe dos outros leões, e ali, solitários, esperam a morte.
            Talvez ele devesse ter pensado que já havia cumprido a sua missão na terra.
            Ou, talvez, ele teve tanto medo de encarar novamente Jezabel que, agora, estava mais irada com tudo que havia acontecido.
            O fato é que Elias se recolheu e sentiu uma forte depressão, pedindo para que Deus o levasse.

            A bíblia contrasta mais uma vez com a teologia da prosperidade.
            Para a teologia da prosperidade se você está passando por alguma dificuldade é porque está em pecado. Se tem algum problema de saúde é porque tem pecado não perdoado, etc. Os pastores e líderes não podem sofrer nem passar por provações.
            Neste trecho, a bíblia relata um dos maiores profetas de Deus, passando por uma crise. De cabeça baixa, ele estava deprimido, buscando uma solução para a sua vida.
            Os pastores e líderes, muitas vezes, são os primeiros a passarem pelas provações. Sabe por quê? Porque eles estão na linha de frente da batalha. Eles estão a frente e, por isso, mais suscetíveis aos ataques do inimigo.
            Mas também, não precisa desesperar, temos que confiar... porque...

2) Deus não te abandona (19.6)
            Deus não abandonou a Elias.
            Deus viu o sofrimento do seu servo e proveu a necessidade dele naquele momento.
            Ele estava solitário, fugindo, com muito medo. Não tinha cabeça para procurar alimento para si.
            Portanto, Deus provê a necessidade de Elias, não o abandonando.
            O verso seguinte diz que com o alimento que Elias comeu ele conseguiu viajar por quarenta dias e quarenta noites. Deus não somente provê a necessidade como sustenta sobrenaturalmente.

(Dt 31.6; Hb 13.5)
Contexto de Hebreus é sobre dinheiro. De Deuteronômio é sobre todas as coisas!
Em tudo, Deus nunca te abandonará.
João 16.33 – Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.
Em nenhum momento a bíblia diz que não iremos passar por provações, mas diz que nas provações, Ele estará conosco. Ele já venceu o mundo, precisamos apenas confiar.
As aflições virão e passarão, mas precisamos crer naquele que morreu na cruz por nós.
Na próxima semana é a Páscoa. Estamos entrando na tão conhecida Semana Santa. Na sexta, lembramos a morte do nosso Senhor Jesus. No domingo, celebramos a ressurreição de Cristo. Mas, o comércio criou algo para tirar o nosso foco.
Seria um ótimo momento para lembrarmos do sacrifício redentor de Jesus Cristo, mas o que é pregado são somente Ovos de Páscoa. O consumo de chocolate enriquece a muitos nesta época.
O nosso foco deve estar naquele que não mede esforços para estar ao teu lado sempre. Independente da circunstância que você está passando, Deus está ao seu lado e nunca te deixará.

Outra lição que podemos aprender é que assim como Elias...

3) Buscamos a Deus de forma errada (19.11-12)
No desespero, Elias saiu da caverna e ficou ali esperando Deus passar.
Tudo o que acontecia, ele esperava que fosse a presença de Deus.
Na verdade ele estava atirando para todos os lados.
1) vento fortíssimo; 2) terremoto; 3) fogo.
Quando bate o desespero somos tendenciosos a buscar a presença de Deus nas coisas erradas.
Alguns buscam a saída no alcoolismo, nas drogas, no sexo desenfreado, nas fofocas, etc. Isso pode parecer longe demais para você, mas...
Outros buscam a solução para o seu desespero em outras igrejas, outros relacionamentos, outras religiões, outros empregos, etc...
Mas a presença de Deus não se encontra nesses lugares. E você pode me perguntar: Mas aonde posso encontrar Deus?
Na quietude, Deus está. A música (Eu te busco, te procuro, oh Deus/ No silêncio Tu estás...)
Deus não estava em três outras manifestações da natureza, mas estava no vento calmo.
No desespero de uma forte tribulação sobre a sua vida, talvez você não esteja conseguindo enxergar Deus. Talvez você não consiga encontrar Deus ou até ouvir a voz de Deus. Sabe por quê?
Porque você só consegue ouvir barulhos, você está desesperado.
Acalme o seu coração e espere...
- Ilustração: salva-vidas num afogamento
            Como foi para conhecer a Raquel...

Por último, mas não menos importante, podemos aprender com esta experiência de Elias que...

4) A fé é pelo ouvir, e não pelos milagres (Rm 10.17)
            Mesmo um homem com tanta intimidade com Deus, Elias teve a sua fé abalada.
            Ele poderia ter confiado, afinal, Deus provou para ele que estava o seu lado, que cuidava dele, que exterminava todos os inimigos, mandou fogo cair dos céus para queimar as ofertas, providenciou alimento através de corvos, mandando pão com carne, etc.
            Irmãos, não se enganem com as igrejas sensacionalistas que valorizam muito os milagres.
            O povo de Israel foi liberto do Egito depois de 10 pragas lançadas por Moisés ao Egito. Eles saíram do Egito e tiveram pela frente o mar, pois Deus abriu o mar para eles e atravessaram com os pés enxutos. Tiveram sede e Moisés feriu a rocha fazendo brotar água de lá.
            Mesmo depois de tantos milagres, Moisés foi falar com Deus para receber os 10 mandamentos e, o povo fez um bezerro de ouro para adorar.
            Todos os dias, nós experimentamos os milagres de Deus nas nossas vidas. A maioria de vocês já deve ter experimentado o principal milagre que foi a sua conversão.
            Na semana passada, ouvimos a Lilian falando do milagre do seu nascimento.
            E Glórias a Deus porque os milagres estão acontecendo. A cura da Valéria que fez a cirurgia e já terá alta na segunda, se Deus quiser.
            Os milagres podem até impressionar! Cair fogo do céu pode trazer um forte impacto para a sua fé, mas o que vai te firmar mesmo, de verdade, é a Palavra de Deus. (Rm 10.17)
            Deus tem duas formas de agir: o modo sobrenatural e o natural...

            Apegue-se à Deus, seja no modo sobrenatural ou pelo modo natural, pela Palavra de Deus.

Pr Paulo Pedroso.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Cheios do Espírito



“Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.”  Efésios 5.15-20.

Introdução
            O livro de Efésios foi escrito por Paulo quando ele estava preso em Roma, no final de sua vida. As igrejas cristãs estavam enfrentando uma forte perseguição de Roma. Diante disso, muitos cristãos estavam aderindo a práticas pecaminosas, hereges e pagãs do primeiro século, trazendo o que chamamos de ‘secularismo’ para dentro da igreja. O secularismo acontece quando a igreja começa a abrir as suas portas para que práticas estranhas comecem a entrar na igreja. O povo começa a viver uma vida mais ou menos, pois não consegue mais distinguir o que é mundano.
            Com a intenção de valorizar a sã doutrina e estimular os crentes a viverem em santidade, Paulo escreve a Carta aos Efésios que não foi destinada somente à igreja da cidade Éfeso, mas a todas as igrejas da região. Era uma carta circular que deveria ser lida por Tíquico, o portador da carta. Tíquico também foi incumbido de transmitir ao povo notícias de Paulo, já que eles tinham um grande apreço pelo fundador daquela igreja. A igreja de Éfeso foi fundada durante a Terceira Viagem Missionária de Paulo e sua equipe. Eles permaneceram na cidade por aproximadamente dois anos, ocasião em que Paulo ficou ensinando na Escola de Tirano por certo tempo.
            Era do conhecimento de Paulo que as igrejas estavam passando por esse secularismo que envolvia as várias áreas da vida do homem. Os relacionamentos estavam abalados na igreja, os casamentos estavam sendo destruídos, os patrões estavam abusando de seus escravos, os escravos estavam se rebelando contra os seus patrões, entre outras coisas. Não muito diferente do que estamos vivendo nos dias de hoje.
            Neste contexto, Paulo dá uma ordem à Igreja de Cristo. Vamos analisar o versículo 18, onde contém essa ordem.

“Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito...” Efésios 5.18
             Esta é uma ordem bem expressa de Paulo. O não ser embriagar com vinho, que leva à libertinagem é uma dura chamada aos ‘secularistas’ da igreja. E não é uma abertura para poder se embriagar com outras bebidas dizendo: “Ah! A bíblia só fala para não se embriagar com vinho, mas cachaça, rabo-de-galo, jurubeba, batida, pode”. Com certeza, Paulo não quis dizer isso! Pelo contrário, a ordem clara é para não se embriagar com qualquer tipo de bebida alcoólica.
            Paulo estava fazendo um contraponto com algumas pessoas que acreditavam que os bêbados podiam profetizar palavras inspiradas pelos deuses, ou seja, o cara bebia até se acabar e começava a falar um monte besteiras; um intérprete entrava em ação e traduzia o que estava sendo dito pelo bêbado. Acreditava-se que este bêbado tinha uma conexão direta com o deus Baco Dionísio, o deus do vinho. Durante os rituais de bebedeira e culto ao deus Baco na cidade de Éfeso, os homens envolviam-se nas chamadas bacanálias, que deu origem à palavra de mesma raiz no português. Desde esse tempo, o pecado da bebedeira é associado ao pecado de luxúria também. Isto é, estão intimamente ligados.
            Paulo estava dando uma ordem muito clara! Fujam deste pecado e deixem-se encher pelo Espírito Santo. Não deem espaço para o pecado, mas dê espaço somente ao Espírito Santo. A palavra vinho pode até ser substituída por outros pecados que a frase não perde o seu significado.
“Não se embriaguem com a luxúria, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito...”
“Não se embriaguem com a glutonaria, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito...”
“Não se embriaguem com a avareza, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito...”
            Dentro do livro de Efésios, um pouco antes do texto que estamos estudando, o mesmo Paulo incentiva os crentes a livrarem-se das práticas pecaminosas através de alguns passos.
“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.” Efésios 4.22-24.
1) Livre-se das concupiscências do engano

2) Renove o espírito do vosso entendimento

3) Revista-se do novo homem.

A prática desses três passos pode te livrar da embriaguez do pecado. A embriaguez é a palavra que denota o excesso de bebida. Tudo em excesso pode causar transtornos. Existem excessos nas mais variadas coisas. E, na maioria das vezes, o excesso faz muito mal! Com exceção da presença de Deus que é sempre bom ter mais...
            A palavra encher no texto original grego (plerw/plerö) está na voz passiva, o que expressa nitidamente que não é uma ação que pode ser promovida pelo próprio homem, ou pela pessoa que está buscando a plenitude ou o enchimento do Espírito Santo. Deus é o Senhor e comanda o Espírito Santo conforme o beneplácito da Sua vontade. Por mais que o homem insista, somente Deus pode operar a plenitude do Espírito na vida de uma pessoa.
            É preciso ressaltar que o Espírito Santo é uma pessoa e não um óleo que vai enchendo o vaso. Também não é um gás, o qual inalado em grande quantidade pode trazer um enchimento. O Espírito Santo é uma pessoa e precisamos tratá-lo como tal. Esta mesma palavra grega (plerw/plerö) tem um sentido de controle. Em outras palavras, Paulo estava dizendo: “Em vez de entregar o controle da sua vida ao vinho, que leva à libertinagem, deixe-se ser controlado pelo Espírito...”. Seria como se você fosse o motorista de sua vida e, a partir da plenitude do Espírito, não mais você está com as mãos no volante. A partir de agora, o Espírito é quem controla e dá a direção para a sua vida. Para muitos, é muito complicado entregar a direção do carro para alguém, imagine entregar a direção da vida!
            “A embriaguez consiste em alguém estar dominado ou sob o controle dos efeitos do álcool. Quando alguém está embriagado, o álcool já subiu à sua mente, através da corrente sanguínea, e já dominou de tal maneira o seu cérebro, que tudo o que a pessoa fizer – as suas palavras, as suas reações, as suas emoções, os seus sentimentos, as suas decisões – será feito debaixo da influência do álcool. A pessoa embriagada já não sabe mais o que faz; ela perdeu o controle de sua vida, porque está dominada por este agente externo, que é o álcool. Eu creio que o paralelo entre esta situação e o ser cheio do Espírito Santo é evidente aqui em Efésios 5.18. Uma pessoa que está debaixo do controle do Espírito Santo terá suas palavras, suas ações, suas reações e seus sentimentos de tal maneira influenciados pelo Espírito Santo, que eles refletirão o caráter do Espírito.” Augustus Nicodemus Lopes, p. 17-18.
            O tempo verbal no original grego nesta oração é o presente contínuo, ou seja, o encher-se com o Espírito Santo deve ser algo cotidiano na vida do cristão. Não é um evento único na vida! Não é somente encher-se do Espírito em algum encontro de avivamento ou num acampamento. Ainda tem gente, nos dias de hoje, que fica esperando o grande dia daquele acampamento chegar! Passam o ano inteiro se alimentando de migalhas espirituais, esperando o churrasco espiritual de um acampamento. Daí, a pessoa ali, se enche do Espírito Santo para passar mais um ano com fome espiritual, desfalecendo na fé. Essa não pode ser a realidade da sua vida. Busque a plenitude do Espírito Santo todos os dias de sua vida.
            No AT, quando Moisés terminou de construir o tabernáculo, tudo nos mínimos detalhes conforme o Senhor havia ordenado, o tabernáculo ficou cheio da Glória de Deus. Uma nuvem tomou conta de todo o tabernáculo de forma que ninguém podia entrar nele. A nuvem era muito densa! Naquele momento, Deus estava assumindo o controle do povo de Israel.
            “Então a nuvem cobriu a Tenda do Encontro, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. Moisés não podia entrar na Tenda do Encontro, porque a nuvem estava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. Sempre que a nuvem se erguia sobre o tabernáculo os israelitas seguiam viagem; mas se a nuvem não se erguia, eles não prosseguiam; só partiam no dia em que ela se erguia. De dia a nuvem do Senhor ficava sobre o tabernáculo, e de noite havia fogo na nuvem, à vista de toda a nação de Israel, em todas as suas viagens.” Êxodo 40.34-38.
            Isto aconteceu também outras vezes, quando, por exemplo, Salomão terminou a construção do templo, novamente a glória do Senhor encheu aquele lugar, de semelhante modo à primeira vez. No NT, observamos que Jesus fala do templo como sendo o nosso próprio corpo. Paulo, em I Coríntios 6.19 também fala claramente que somos o santuário e habitação de Deus. Todos os dias, precisamos ser tomados pelo Espírito Santo de forma que ele controle as nossas vidas.
            Existem algumas pessoas, e até mesmo igrejas, que acreditam que a manifestação dos dons do Espírito Santo é o único sinal da plenitude. E não é verdade isso! Não vou entrar em detalhes sobre a questão da manifestação dos dons do Espírito, mas devemos mencionar aqui que o falar em línguas não o único sinal da plenitude do Espírito. Também não convém citar o nome da igreja, mas existem igrejas que acreditam piamente que o falar em línguas estranhas é o sinal da salvação de uma pessoa. Se a pessoa não ora nas línguas dos anjos, não entrará nos Céus, porque é a língua oficial de lá. Acontece que isso força com que as pessoas busquem outras formas de se aprender a tal língua dos anjos, fazendo sobressair a carnalidade humana. A pessoa passa a falar qualquer coisa só para não ficar por baixo.
            Aliás, outra questão muito importante, digna de registro, é o orgulho daqueles que se consideram cheios do Espírito Santo. A pessoa que é cheia do Espírito não tem motivo algum para se orgulhar, já que ela é igual a todo mundo e quem enche a pessoa é o próprio Deus. Não estou dizendo que não é preciso buscar a plenitude do Espírito, isso se faz necessário, porém não depende só do homem. Depende e muito da vontade de Deus. Na verdade, o enchimento do Espírito Santo produz uma humilhação muito grande na pessoa. A plenitude do Espírito Santo produz um alto senso de pecado e justiça! Isto significa que a pessoa que é cheia do Espírito Santo tem um padrão alto de santidade o qual está buscando. E, por mais que ela tente, não consegue alcançar aquele padrão, e se faz necessário encher-se ainda mais do Espírito Santo para tentar chegar a este novo padrão. Acontece que, ao mínimo sinal de pecado, o coração fica entristecido, e a um coração contrito e arrependido, Deus não resiste.
            As grandes aglomerações de pessoas também não são a obra principal do Espírito Santo. Analisando os grandes avivamentos na história da humanidade, chegamos à conclusão de que o ajuntamento de pessoas é um evento que pode até marcar o início de algo mais profundo. Mas, a simples reunião de pessoas não é o avivamento por si somente. O avivamento verdadeiro é aquele que traz um profundo senso de pecado nas pessoas e as incita a mudar em suas atitudes.
            Jonathan Edwards, no dia em que pregou o seu mais famoso sermão: “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, experimentou uma forte presença do Espírito Santo em sua igreja que produziu nas pessoas um arrependimento tão grande que as pessoas se agarravam nas colunas do templo, choravam soluçando e clamavam por misericórdia de Deus. Foi um arrependimento tão profundo que trouxe uma agonia de suas almas por causa da forte convicção de pecado.
            Esta é a verdadeira obra do Espírito Santo na nossa vida. A plenitude do Espírito Santo tem que produzir esta forte convicção de pecado, causando uma humilhação tão grande, a ponto de dizermos que não somos dignos de tão excelente obra em nós. Não é só uma experiência com Deus, mas uma experiência transformadora e marcante. Além da experiência, o estudo da Palavra de Deus tem que ser um dos resultados dessa experiência. A Palavra de Deus é que vai ajudar a manter a pessoa cheia do Espírito Santo, vai alimentá-la, vai firmá-la na sã doutrina e produzir o conhecimento de Deus.
            O crescimento das igrejas na atualidade, principalmente no Brasil, pode não significar um avivamento. Pode ser simplesmente um movimento de crentes. Mas... Quando as pessoas realmente buscarem a plenitude do Espírito e tiverem a suas vidas transformadas, eliminando a corrupção, a desonestidade, a mentira, a falsidade, o divórcio, entre outras coisas de suas vidas, daí poderemos dizer que realmente é um avivamento o que estamos experimentando. Um ‘louvorzão’ não pode ser tido como avivamento. É um simples evento! Mas, o viver uma vida de adoração, cantando e louvando a Deus o tempo todo, é bem diferente!
            No livro de Atos, a plenitude do Espírito Santo produziu ousadia e intrepidez na pregação da mensagem da cruz de Cristo. O evento do capítulo 2 de Atos denominado Pentecostes, foi apenas um marco inicial do projeto de Deus para a expansão do cristianismo. O interessante é observar o que eles fizeram para ser cheios do Espírito Santo. Em Atos 1.4, Jesus dá a ordem para que os discípulos permanecessem em Jerusalém até que do alto eles recebessem o revestimento do poder do Espírito Santo. Eles permaneceram na cidade, orando e buscando esse revestimento, essa plenitude do Espírito Santo, que culminou no evento de Pentecostes, onde as 120 pessoas presentes na casa de Maria, mãe de João Marcos, receberam a plenitude do Espírito Santo. Neste momento, Pedro estava pregando em aramaico e todos os presentes entendiam em suas línguas maternas. A alegria foi tão grande que eles saíram do local e não se continham. Ao falar para outras pessoas, eram tidos como bêbados, mas era apenas 9h da manhã. Todos, cheios do Espírito foram impelidos a pregar o evangelho de Cristo ao mundo todo. Na primeira pregação de Pedro, três mil pessoas foram batizadas. Em outra oportunidade, mas cinco mil pessoas foram acrescentadas. Isso porque Pedro estava cheio do Espírito Santo. Se tivesse pregado sem o controle do Espírito Santo, talvez um ou outro entendesse o que foi pregado.
            Em Atos 4.31, novamente vemos a ação do Espírito Santo enchendo as pessoas que estavam ali. O lugar onde estavam reunidos os primeiros cristãos tremeu, eles foram cheios do Espírito Santo e passaram a anunciar corajosamente a palavra de Deus. Assim, em várias outras oportunidades, o Espírito Santo encheu as pessoas, capacitando-as a pregar o evangelho de Cristo. Um dos requisitos para ser escolhido como diácono para ajudar os apóstolos na distribuição de alimentos e cuidado com as viúvas era ser cheio do Espírito Santo. Um dos escolhidos foi Estêvão! A plenitude do Espírito Santo fez com que ele pregasse para as pessoas que o estavam perseguindo. E, enquanto estava sendo apedrejado, ele continuava cheio, olhando para o céu, ele morreu dando o seu testemunho.
            O livro de Atos é repleto do mover do Espírito Santo sobre as pessoas e, principalmente, sobre a Igreja de Cristo. Sempre, a ação do Espírito dava a pessoa que foi cheia uma ousadia fora do comum para a pregação do evangelho de Cristo. Não somente a ousadia, mas a capacitação também vinha do Espírito Santo.
            Como o Espírito é Santo, a principal obra do Espírito é a santidade. A plenitude do Espírito Santo produz santidade naquele que é cheio. No contexto do trecho que estamos estudando, entende-se que o enchimento do Espírito Santo acontece no âmbito de comunidade, ou seja, na igreja. Sem congregar na igreja, é impossível encher-se dEle.
è        Mas, o deixar-se encher pelo Espírito deve produzir alguns frutos em nossas vidas. Como resultado dessa plenitude, o Espírito Santo produz uma maneira especial de viver em comunidade: “falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais...”. A vida em comunidade daquele que é cheio do Espírito Santo é diferente, porque não há competições desleais e invejas. Ao contrário, ao abençoar a vida do irmão você falará em forma de cânticos e hinos. “... você tem um valor, o Espírito Santo se move em você!...”.
è        Em segundo lugar, a plenitude do Espírito produz naquele que é cheio louvor ao Senhor de todo o coração. A plenitude do Espírito Santo produz vontade de cultuar a Deus, de cantar e louvá-lo de todo o coração. “... cantando e louvando de coração ao Senhor...”.
è        Em terceiro lugar, a plenitude do Espírito produz naquele que é cheio uma gratidão contínua: “...dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.”. O enchimento do Espírito Santo afasta todo espírito de murmuração, reclamações, descontentamento. Em vez disso, uma gratidão tão grande toma conta do coração daquele que é cheio do Espírito.
è        Em quarto lugar, a plenitude do Espírito produz naquele que é cheio uma sujeição às outras pessoas, humildade. “Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo”. Esta humildade livra a pessoa de embates desnecessários e quebra todo o orgulho dentro do coração. Em outras palavras, a plenitude do Espírito Santo produz humilhação evangélica, uma humilhação não promovida por humanos, mas pelo próprio Espírito que coloca a pessoa no seu devido lugar.
è        Em quinto lugar, a plenitude do Espírito produz naquele que é cheio uma família abençoada e relacionamentos familiares apaziguados. A mulher, sujeitando-se ao marido e o homem amando a sua esposa. Os filhos obedientes e submissos aos seus pais e os pais não provocando o seu filho à ira. A família da pessoa que é cheia do Espírito é completamente transformada e vive de acordo com os princípios bíblicos para cada um.
è        Em sexto lugar, a plenitude do Espírito produz naquele que é cheio uma vida profissional diferenciada. O chefe tratando com respeito o seu funcionário. E o funcionário acatando às ordens do seu chefe, respeitando-o e sendo submisso.
è        Por último, mas não menos importante, a pessoa cheia do Espírito Santo tem a noção de coisas espirituais e sabe que a nossa luta não contra carne e sangue, mas contra os espíritos malignos e as potestades. A plenitude do Espírito incita a pessoa à oração e a uma vida piedosa.
            Em suma, o Espírito Santo age em todas as áreas da vida de um crente. A transformação é completa. Inclusive física! Repare nas pessoas antes e depois de serem cheias do Espírito Santo. Até o semblante muda e a pessoa possui um brilho que não é natural dela. Essa pessoa fica mais bonita!
            A ação do Espírito Santo permeia todas as áreas de nossas vidas, varrendo o pecado, a cobiça, o mal que há dentro de nós. Ele limpa o nosso coração e controla a nossa vida. Mas, para isso acontecer, precisamos buscar essa plenitude do Espírito Santo. Precisamos entregar o controle total das nossas vidas a Ele. Talvez você já tenha entregado alguma área da sua vida, mas ainda existem áreas que você precisa renunciar. Este é o momento! Esta é a hora!

Por: Pr Paulo Pedroso.

Desafios para uma espiritualidade cristocêntrica nos dias atuais


 A devoção a Deus e uma vida piedosa, no período conhecido como idade primitiva e antiga, eram sinônimos de um relacionamento profundo com o Criador e, consequentemente, equivalente a uma espiritualidade cristocêntrica. Atualmente, a prática das disciplinas espirituais como oração, jejum, solitude, simplicidade, humildade, meditação, estudo da Palavra de Deus, confissão, adoração, são vistas como parte do processo de formação espiritual, símbolo de uma vida espiritual saudável.
            Talvez os antigos tenham sido mais felizes em ter simplificado todas as práticas espirituais na expressão vida piedosa. Hoje, porém, existe um arsenal de métodos e fórmulas que prometem o desenvolvimento espiritual a fim de aproximar cada vez mais o homem de Deus, já que o pecado trouxe tão grande afastamento.
            A relativização dos valores sagrados pode ser uma das causas do falso pietismo pregado e vivido pela Igreja na atualidade. Já não é mais visto, vivido ou ensinado aquilo que Jesus pregou ser essencial para uma vida de devoção completa a Deus. O ativismo tomou o lugar da expressão do caráter e o “ter” e o “fazer” tornaram-se mais importantes do que o “ser”. Isso, até o ponto de a sociedade pós-moderna discriminar o correto advogando o incorreto justificado por qualquer fim perenemente benéfico.
            Outra questão observada é o individualismo que trouxe uma busca frenética, desenfreada, por uma felicidade utópica. A discórdia é praticada porque o senso de comunidade foi deturpado. Através dos tempos, o pensamento humano tornou-se subjetivo e a pós-modernidade concretizou a subjetividade como estilo de vida. Os padrões outorgados por Deus desde a criação podem ser ou não ser, dependendo da questão. Isso fez com que o senso de pecado fosse atenuado e não mais a paz de Cristo é o arbitro do coração. O santo e o profano podem ser essencialmente equivalentes.
 O homem, então, vive de superficialidade no seu relacionamento com Deus e com os seus semelhantes. As bases familiares da sociedade contemporânea estão falidas e a formação do caráter ocorre estritamente em ambientes não nucleares, confiando à Igreja a responsabilidade na construção do caráter da pessoa. Com isso, a Igreja assume o papel que não lhe pertence de praxe.
            Além desses grandes desafios, a Igreja cristã passa por uma fase atípica, sendo que em vez de os pastores evangélicos cuidarem de muitos membros em suas igrejas, os membros é que possuem vários pastores. Esta descontinuidade no trabalho de ensino e discipulado dentro das igrejas culmina na deficiência da formação espiritual do homem.
Indubitavelmente, com todo esse pano de fundo, o homem é influenciado a viver a irrelevância do conhecimento de Deus, fazendo da própria Palavra de Deus fonte de informação e conhecimento inaplicável em sua vida pessoal ou espiritual. Como consequência, o distanciamento de Deus é maior. Isso favorece ainda mais a não vivência de um padrão de espiritualidade cristocêntrico.
            Em contrapartida com o falso pietismo, o legalismo dogmático é o outro extremo. Ambos encontram-se em evidência na sociedade contemporânea. Por uma vida completamente dedicada à prática doutrinária, sacrifica-se a caridade, a oração, o jejum e a experiência relacional com Deus. Pais da Igreja Cristã como Irineu, Orígenes, Agostinho e Gregório já falavam da fusão entre a Teologia e a Oração; doutrina e devoção; conhecimento e amor. Em termos modernos seria um calvinista de mente e pentecostal de coração.
            A solução certamente não seria viver um escolasticismo moderno, muito menos o gnosticismo combatido veementemente pelo apóstolo João em seus escritos. Mas, evidenciar uma visão contundente da integralidade do ser, sendo corpo, alma e espírito intimamente ligados, sem possibilidade de partição.
            Para os cristãos da atualidade, o desafio é viver o Evangelho Integral de Cristo aplicando-o holisticamente no seu ser. A prática das disciplinas espirituais pode ajudar no desenvolvimento de uma espiritualidade cristocêntrica, apesar de não se tratar da única forma de relacionar-se com Deus.
            Outras práticas se fazem necessárias para a promoção de uma espiritualidade cristocêntrica. Faz-se necessário o despir-se do velho homem que se corrompe por desejos enganosos, a fim de ter o seu modo de pensar renovado. A partir desta renovação de mente, é necessário o revestimento do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade oriundos da verdade (paráfrase de Efésios 4.22-24).
            São grandes os desafios, entretanto, estes princípios colocados em prática podem desenvolver a almejada espiritualidade cristocêntrica.

Por: Pr Paulo Pedroso.

O que é ser igreja no Novo Testamento?



   Ao instituir a sua Igreja, Jesus, com certeza, não pensou nos gigantescos templos luxuosos que as igrejas atuais estão construindo ou que já foram construídas sobre uma exorbitante e vertiginosa quantia de dinheiro. Talvez, Ele tenha olhado para o templo de Jerusalém e, sabendo da sua destruição eminente, deve ter pensado na reconstrução de uma forma mais simples e muito menos idolatrada.
   Naquele tempo, o termo Igreja ainda não era utilizado comumente pelos irmãos seguidores de Jesus e as reuniões aconteciam nas casas dos irmãos. Em certas ocasiões ordenadas por Deus em sua palavra, o povo era conclamado a reunir-se no templo a fim de oferecer sacrifícios para a expiação dos seus pecados. Estas eram práticas da religião judaica do primeiro século.
   O conceito de reuniões de pessoas foi adaptado das sinagogas judaicas, onde os judeus se reuniam para estudar a Lei de Deus entregue por Moisés. As reuniões aconteciam aos sábados e dividia os judeus em grupos espalhados em diversas sinagogas por todas as cidades de Israel.
   Com a instituição da Igreja por Jesus Cristo, o esquema de simplesmente reunir-se para estudar a palavra de Deus foi incrementado com uma dose de comunhão. Ao partir o pão de casa em casa, os seguidores do Senhor Jesus estavam praticando a vida em comunidade que testificava acerca do amor aos irmãos e, principalmente, do amor a Deus. E, depois da ascensão de Jesus aos Céus, a Igreja tornou-se ainda mais unida a fim de celebrar o amor de Deus. Ainda não fazia muito sentido o sacrifício de Jesus na cruz pelos nossos pecados, mas o Espírito Santo já atuava diretamente no coração dos crentes colocando um amor muito grande pelas pessoas que ainda não acreditavam. Um só era o pensamento e, unânimes, os irmãos cristãos oravam para que os primeiros missionários levassem a Palavra de Deus ao maior número de pessoas possível e para que o evangelho fosse propagado.
   Enfim, o Novo Testamento nos propõe um conceito de Igreja onde a vida comunitária e o testemunho pessoal de cada crente testifica da obra de libertação por meio da fé no sacrifício de Cristo e a santificação operada pelo Espírito. O paradigma de Igreja ser somente uma simples reunião no templo, pois somente ali havia a presença de Deus, foi quebrado quando o véu do templo foi rasgado. Somos morada do Espírito Santo de Deus e, portanto, uma Igreja. Uma grande responsabilidade, mas também uma grande bênção!
   O desafio é ser uma Igreja genuína de Jesus Cristo nos dias atuais. Diante de um cenário corrupto e depravado da humanidade contemporânea, somos os ‘chamados para fora’ (ekklesia, em grego) das paredes limitantes do templo a fim sermos Igreja e levar o evangelho da cruz aos que se encontram mortos espiritualmente.

Por: Pr Paulo Pedroso.

Um viver em Santidade

Salmo 119:9 – Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra. (NVI)

Santo = que serve a algum uso sagrado ou dedicado, consagrado a Deus.

Na linguagem bíblica e teológica, santo significa “separado”. Primeiro, o homem não pode se tornar santo por si só. Ninguém pode se tornar santo pelo esforço físico. Somente Deus pode tornar uma pessoa santa. Não porque uma pessoa se torna santa de um dia para outro, mas Deus nos considera santos.

Então podemos dizer que viver em santidade é mater uma vida consagrada a Deus. Para isso é necessário que obedeçamos a Palavra de Deus, ou seja, vivendo de acordo com a tua palavra. Primeira coisa, temos que estar dispostos a pagar o preço de seguirmos a Cristo. Ou você está na igreja ou está no mundo, não existe o cara que vem na igreja e está no mundo, ou o crente Raimundo, não existe. Na realidade ele encara a igreja como um clube. É o point da galera, que quando o culto acaba, saímos por aí com o pessoal.
É necessário praticarmos a Palavra de Deus. Tiago 1:22 diz: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmo”.
É necessário nos submeter a Deus. Tiago 4:7 diz: “Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês”.
É necessário que não abramos brechas. I Pe 5:8 diz: “Estejam alertas e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como um leão, rugindo e procurando a quem possa devorar”. As brechas são pequenas aberturas que damos ao inimigo para que ele entre na nossa vida, em várias áreas de nossa vida. Para se viver em santidade é necessário que mantenhamos fechadas todas as brechas em todas as áreas de nossa vida, e se tiver alguma área de nossa vida que esteja descoberta, essa é a hora de cobrir, de maneira que se o diabo tinha legalidade sobre tal área, a partir de agora não terá mais. Vamos pedir para Deus sondar o nosso coração e nos mostrar se há alguma brecha que precisa ser fechada. Só podemos fechá-las através do perdão. Este momento é para pedir perdão a Deus e fechar essas brechas. Se você está em um namoro que está pegando fogo, é uma brecha. Se você está falando palavrões. Se você está ficando por aí. Se você está se utilizando de drogas, bebidas ou cigarros. Tudo isso são brechas que você abre e o diabo entra em sua vida, faz um estrago e deixa você por aí chupando o dedo.

1. Nova criatura
Quando somos batizados, somos purificados de todos os pecados que cometemos anteriormente. Mas é necessário uma vida de consagração diária. Isto significa que diariamente você tem que orar a Deus entregando parte de sua vida a Ele. A consagração é o primeiro passo para um viver em santidade. Em II Coríntios 5:17 diz: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é. As coisas antigas já se passaram; eis que tudo se fez novo”. Precisamos estar em Cristo. Ele habita em nosso coração, ou seja, o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Precisamos manter um zelo pelo nosso corpo, pois não é nosso. Quando um posseiro fica por algum tempo em uma terra, ele tem direito sobre aquela terra. Isto significa que quando o Espírito Santo passa algum tempo em seu coração, ele também toma posse. Portanto o seu corpo não é seu, mas sim do Espírito Santo que habita em você. O ato de consagração nos faz uma nova criatura e dá liberdade para o Espírito Santo que habita em nós, colocar a mão na massa, ou seja, trabalhar em nossas vidas nas diversar áreas.

2. Oração
Para vivermos em Santidade é preciso ter uma vida de oração. Lucas 22:40 diz: “Orem para que vocês não caiam em tentação”. Uma vida de oração traz intimidade com Deus, fazendo com que as tentações fiquem de lado. Oração tem que ser a essência da vida cristã. De forma que possamos seguir a instrução de Paulo em I Tessalonissenses 5:17 que diz: “Orai sem cessar”. Daí você vem me questionar sobre como é possível uma pessoa orar a todo momento sem cessar. O espírito deve estar em oração contínua. Conforme vai se passando o dia, você vai lembrando dos motivos de oração e vai orando. Isso é orar sem cessar. Orar pelas pessoas ao seu redor. Orar pelas tentações. Orar por você mesmo. Orar pelas oportunidades. Orar pelos seus amigos da escola ou do trabalho. Orar pela sua família. Orar pela liderança da igreja. Contruções que a igreja está realizando. Só de orar por cada motivo desse, com certeza, você gastará um bom tempo orando.
Oração é a conversa com Deus. Como queremos que Deus tome conta de nossas vidas se não oramos a Deus? Devemos pedir instruções dele a cada momento. Até mesmo fazendo comprar. Pergunte a Deus se Ele quer mesmo que você compre tal coisa. Deixe Deus te influenciar. Você vai ver que sua vida vai mudar. Deus tem o melhor para nós, mas se não perguntarmos a Ele, como saberemos? Por isso é extremamente importante orar.
Devemos orar também pelos nossos irmãos, não somente da igreja, mas todos os que convivem contigo. A oração também traz cura. Tiago 5:16 diz: “Confessai pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados”. Tiago quer enfatizar que a oração pelo irmão traz cura. Esse é o poder da oração. Devemos sentir um peso de orar pelos outros. Isso é um ministério. Intercessão é um ministério importantíssimo em qualquer igreja. Igreja não cresce por falta de oração. Jovens não estão firmes na igreja por falta de oração.

3. Jejuns
De igual forma, também deve ser tratado os jejuns. Assim como uma vida de oração é muito importante, os jejuns são importantes. Em Mateus 6:18 diz para arrumarmos o cabelo e lavarmos o rosto para que não pareçamos que estamos jejuando. Somente Deus é que tem que saber que estamos jejuando. Em Isaías 58:4 diz que o jejum não pode terminar em discussão, ou seja, nem acabou o jejum ainda, você já está brigando com alguém ou discutindo com outra pessoa. Este não é o verdadeiro jejum. Mas nos versículos 6 e 7 fala o verdadeiro jejum, que é soltar as correntes da injustiça, pôr em liberdade o oprimido, partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado ou vestir o nu. O jejum não é necessiariamente de comida. Mas fazer o bem às outras pessoas é um tipo de jejum. Não para aparecer, mas fazer o bem para os outros por amor a eles. Ore e jejue pelo seu irmão. Jejue pelos motivos de orações anteriormente citados.

4. Louvores
Para vivermos em Santidade precisamos manter uma vida de louvor ao Senhor. Devemos louvar ao Senhor sempre que pudermos. Não somente com cânticos, mas em todo momento podemos louvar a Deus com aquilo que estamos fazendo se o fizermos dedicando a Deus. Até quando vamos jogar bola, é necessário que louvemos a Deus. Devemos louvar a Deus por estarmos vivos, pelo privilégio de viver, pela nossa família, amigos. Estar sempre louvando a Deus, nos ajuda a manter uma intimidade com Ele também, pois a maneira mais simples de louvar a Deus é através da oração. Agradeça ao Senhor Deus pelo que você tem. É importante louvar o Senhor com cânticos também. Cante para Deus. Cante na presença de Deus. Clame por Ele e cante com Ele.

5. Sendo bons
Não queremos dizer ser bons no sentido de se sentir melhor do que outras pessoas. Ser os gostosões ou as gostosonas. Mas estamos falando de bondade.
Ser bom com outras pessoas mostra o Cristo que habita dentro de você. Quando você se torna uma pessoa pacífica, Cristo se revela através de você. Podemos perceber nos Evangelhos que Cristo era uma pessoa tranqüila e boa com as outras pessoas. O nosso alvo é chegar a ser como Cristo. Um bom começo é sendo bom e misericordioso com outras pessoas. Mateus 5:7 diz: “Bem-aventurado são os misericordiosos, pois obterão misericórdia”. Isto significa que serão felizes os que tiverem bondade em seu coração para ajudar ao próximo em sua necessidade e, dessa forma, demonstrará o amor de Cristo que está em você. Devemos ser cheios dessa misericórdia e dessa bondade provenientes de Cristo. Para ajudar o nosso irmão não é necessário ter recursos financeiros. Muitos se desculpam dizendo que não tem dinheiro para ajudar o próximo. Escute seu irmão. Ore com ele. Apresente ele a Deus. Isto será de grande utilidade para ele, com certeza mais do que qualquer dinheiro pode comprar.

6. Sendo humildes
A humildade é uma característica marcante de Cristo. Ele conviveu com os mestres da lei, com os publicanos que eram ricos. Mas também conviveu com os samaritanos, que eram vítimas de preconceito. Devemos seguir esse grande exemplo de humildade. Paulo também era uma pessoa muito humilde e pregava a humildade. Em Filipenses 2:3 diz: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos”. Considerar os outros melhores do que você é meio complicado, pois nem sempre são melhores. Mas a humildade que provém de Cristo é bem diferente. Essa humildade faz com que nos sintamos mais felizes. Mateus 5:3 diz: “Bem-aventurado os humildes de espírito, pois deles é o Reino dos céus”. Para mantermos uma vida de santidade, a humildade nos ajudará a não sermos egoístas, mas sim altruístas. Considerar outros melhores do que você, vai fazer com que você se coloque em posição inferior à outra pessoa, conseguindo dessa forma se submeter às ordens. Isto fará de você, uma pessoa com o caráter mais parecido com o de Cristo. Não podemos nem nos orgulhar de nossa humildade.

7. Honre seus pais
Seus pais são autoridades sobre a sua vida. Isto significa que Deus os instituiu para educá-lo e fazê-lo crescer. Quando respeitamos nossos pais, eles passam a nos respeitar também. Quando não respondemos para nossos pais, eles não gritam conosco. Quando somos submissos a eles, não precisamos apanhar. A obediência tardia é desobediência, ou seja, se o seus pais derem uma ordem a você, vá e faça logo. Se ficar enrolando é desobediência. Ou ainda se disser que depois vai fazer, é desobediência. Em Êxodo 20:12 diz que nossos dias serão acrescentados, ou em outras versões que teremos longa vida se honrarmos nossos pais. Honrar também tem o significado de valorizar ou dar valor. Vamos honrar nossos pais, dando o valor que é devido a eles. Demonstre seu amor por eles. Dê um abraço longo e apertado. Dê um beijo no rosto de seu pai. Passe tempo com eles. Ajude sua mãe com os afazeres de casa. Não fique somente pelas ruas o dia todo. Faça comida para sua mãe. Compre um presentinho, mesmo pequeno para seus pais. Diga o quanto você os ama. Dê apoio a eles. Se possível, ajude seu pai em seu emprego. Em Provérbios 30:17 diz que senão obedecer a sua mãe ou zombar de seu pai, os seus olhos serão arrancados pelos corvos. É lógico que não vai aparecer um urubu agora e arrancar os seus olhos. Só tome mais cuidado com os urubus. Mas é no sentido de ficar cego. Se deshonramos nossos pais, ficamos cegos. Honre seus pais verdadeiramente. Também não com falsidade e mentiras.