sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
O cristianismo integral
Eliseu faz um machado flutuar
2 Reis 6.1-7
Eliseu faz um machado flutuar
No texto vemos um grande milagre. O profeta Eliseu que tinha um tipo de Escola de Profetas possuía vários discípulos. Num belo dia, eles chegaram ao profeta e falaram da necessidade de ampliação de suas moradias, que era uma espécie de templo da época. Eliseu e seus discípulos vão buscar a madeira para a ampliação, mas o machado de um deles cai na água. O profeta entra em ação e opera um grande milagre através do poder de Deus em sua vida. É uma história intrigante que nos dá algumas lições. Para vermos as lições, vamos dividir o texto em três etapas:
1) Os discípulos dos profetas estavam preocupados com o Templo (onde moravam)
- Não ficaram esperando as coisas caírem do céu. Eles tiveram iniciativa de trabalhar. Observaram a necessidade e foram conversar com o Homem de Deus. Assim, em nossa vida, a gente tem que orar, orar muito, mas não podemos esperar que as coisas caiam do céu. Deus só opera onde o homem não consegue operar. A iniciativa de trabalho é humana e não de Deus.
- Fizeram um planejamento e dividiram as tarefas. Cada um era responsável por cortar e trazer uma viga de madeira. Assim, todos iriam trabalhar e não ia ficar pesado para ninguém. Eles estavam realizando o trabalho de formiguinha. Se cada membro da igreja trabalhar assim, a igreja crescerá naturalmente e não ficará pesado para ninguém. Se cada um discipular uma pessoa, no final de um tempo, teremos o dobro de membros na igreja. Se cada um colaborar com um pouco de recursos, muita coisa poderá ser construída ou feita.
- Tiveram o acompanhamento de Eliseu. Como um grande homem de Deus, Eliseu acompanhou os seus discípulos na execução do trabalho e, ele foi requisitado. Imagino que seria de extrema importância a sua presença para efeitos de estratégias de trabalho. Hoje, a figura desse homem de Deus é o pastor da igreja. É necessário que o pastor da igreja esteja perto das suas ovelhas, acompanhando-as na medida do possível. Até mesmo nos trabalhos corriqueiros.
- E, no versículo 4, vemos que o alvo foi atingido. Eles ficaram incubidos de uma tarefa e foram até o final. Para que a gente possa crescer, para tudo em nossa vida, é necessário que a gente termine o que começou!
2) O machado cai na água
- Sem o seu principal instrumento, o trabalhador fica impossibilitado continuar. Ele lamentou muito porque o seu machado era emprestado. E logo o dele! Tantos outros poderiam ter caído... Da mesma forma, sem Deus em nossa vida, não podemos trabalhar. Sem Deus, não conseguiremos derrubar árvores, que podem ser obstáculos do dia a dia. Enfim, sem Deus a igreja não vai para frente. Tudo, sem Deus, é nada. O machado aqui, poderia representar a presença de Deus. Sem o machado, eles não poderiam continuar e, sem a presença de Deus em nossas vidas, ficamos impossibilitados de viver. Imagine o homem batendo o seu cabo do machado no tronco da árvore. O máximo que ele poderia conseguir era fazer barulho. Sem Deus, o máximo que fazemos é barulho, mas não há progresso!
- O mundo é vazio! No mundo, observamos que os homens vivem sem Deus e, por isso, o máximo que conseguem é fazer barulho, mas não conseguem transmitir VIDA. Algo que só temos em Deus.
- Aquele homem ficou desesperado sem o machado. É a forma de vida que está receitada para aqueles que vivem sem Deus. O desespero faz parte do dia a dia daqueles que não temem a Deus.
3) O discípulo mostrou aonde o machado caiu e Eliseu o faz flutuar
- Eliseu cortou um pedaço de pau e fez o machado flutuar. Mostra que o poder de Deus estava na vida de Eliseu. Ele era um grande homem de Deus, um grande profeta. Como Grande Homem de Deus, ele operou um grande milagre, devolvendo o instrumento de trabalho daquele discípulo. Hoje, grandes homens de Deus podem operar milagres devolvendo a presença de Deus à pessoa.
- Por que esses milagres não acontecem nos dias de hoje? Será que falta consagração? Oração? Jejum? Comunhão com Deus? Interesse pelas coisas de Deus? Creio que o milagre não deve ser a nossa preocupação! O operar o milagre não vem de nós, vem de Deus. O que nós temos que nos preocupar é em ter o machado (ter a presença de Deus em nós). Acima de qualquer milagre que venha a ser operado, deve estar o nosso desejo pela presença de Deus. Se não, até os milagres serão vazios.
Você sente a presença de Deus em sua vida constantemente? Ele te ajuda a vencer os obstáculos do dia a dia? Você sente que o seu trabalho está tendo frutos por causa da presença de Deus?
Adoremos a Deus pelo que Ele é! Ele pode fazer, mas antes de tudo, Ele é! (Êx 3.14)
O Caminho de Emaús
Lucas 24.13-53
"13 Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios; 14 e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. 15 Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; 16 mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram. 17 Então ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós? Eles então pararam tristes. 18 E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias? 19 Ao que ele lhes perguntou: Quais? Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo. 20 e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades e entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. 21 Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22 Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro 23 e, não achando o corpo dele voltaram, declarando que tinham tido uma visão de anjos que diziam estar ele vivo. 24 Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram. 25 Então ele lhes disse: ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! 26 Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? 27 E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. 28 Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, ele fez como quem ia para mais longe. 29 Eles, porém, o constrangeram, dizendo: Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. 30 Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava. 31
Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles. 32 E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras? 33 E na mesma hora levantaram-se e voltaram para Jerusalém, e encontraram reunidos os onze e os que estavam com eles, 34 os quais diziam: Realmente o Senhor ressurgiu, e apareceu a Simão. 35 Então os dois contaram o que acontecera no caminho, e como se lhes fizera conhecer no partir do pão. 36 Enquanto ainda falavam nisso, o próprio Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. 37 Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. 38 Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações? 39 Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho. 40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? 42 Então lhe deram um pedaço de peixe assado, 43 o qual ele tomou e comeu diante deles. 44 Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. 45 Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; 46 e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; 47 e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. 48 Vós sois testemunhas destas coisas. 49 E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder. 50 Então os levou fora, até Betânia; e levantando as mãos, os abençoou. 51 E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu. 52 E, depois de o adorarem, voltaram com grande júbilo para Jerusalém; 53 e estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus."
<Contexto dos acontecimentos>
Recentemente, algo muito triste havia acontecido: o Mestre havia sido crucificado. Não bastasse ele ser morto, foi crucificado como um ladrão. Os discípulos que restaram, ou seja, os onze, ficaram perdidos e sem saber o que fazer. O seu Mestre havia deixado muitos ensinamentos, contudo, não lhes fazia muito sentido naquele momento. Eles permaneceram com Jesus três anos e o tinham como um grande amigo. Além disso, os discípulos deixaram as suas profissões, suas casas, seus bens, tudo, para seguir Jesus Cristo. Agora, com a morte dEle, o que eles fariam da vida? Aliás, essa era a pergunta que não queria calar nos corações deles. Talvez, em seus corações, eles deviam ter pensado em voltar às suas profissões. Mas, o seu Mestre acabara de morrer.
Em meio a tudo isso, estavam as mulheres que também seguiam Jesus. Se os discípulos continuassem com o ministério de Jesus, quem as sustentaria? Quem sustentaria eles também?
Alguns versículos antes, Pedro volta ao túmulo de Cristo e confere o que as mulheres espalharam por toda a vizinhança: o corpo de Cristo realmente não estava mais lá. Eles não sabiam o que estava acontecendo! Simplesmente, o corpo de Jesus não estava mais no túmulo.
Diante da situação, dois dos discípulos vão a um vilarejo chamado Emaús, que ficava bem pertinho de Jerusalém, cerca de 11 km. Seria uma caminhada de aproximadamente três a quatro horas. Enquanto caminhavam, iam conversando sobre os fatos ocorridos recentemente. Eles estavam falando de Jesus, quando o próprio Jesus se aproximou deles, mas não lhe reconheceram. Sem conhecê-Lo e nem ao menos perguntar o seu nome, foram conversando e caminhando na mesma direção, o povoado de Emaús.
Mas, o que aconteceu com os discípulos para que eles não conseguissem identificar o seu Mestre? Houve um esfriamento espiritual.
<Esfriamento espiritual>
O que aconteceu com os discípulos ainda acontece nos dias de hoje. Entende-se por esfriamento espiritual o ato de afastar-se da presença do Senhor e não mais ver a Sua atuação na humanidade. Existem vários sintomas da doença do esfriamento espiritual de uma pessoa. Alguns desses sintomas os discípulos possuíam.
1) Falta de Oração
A oração é a conversa que temos com nosso Senhor. Se deixarmos de conversar com uma pessoa comum, depois de um tempo, essa pessoa cai no esquecimento. Assim é com Deus! Se deixarmos de conversar com Deus, depois de um tempo, com certeza, Ele cairá no esquecimento.
Deus quer ser nosso amigo e quer que conversemos com Ele a todo instante. Ele está sempre pronto a nos ouvir.
Muito provavelmente, os discípulos ficaram muito abalados com a morte de Jesus e deixaram de orar por aqueles dias. Percebe-se que eles não estavam em comunhão com Deus. Mesmo alguns dias antes, no Getsêmani, Jesus saiu para orar e os discípulos ficaram de longe e acabaram dormindo. A vida de oração deles já estava comprometida há tempos. Naquele dia, Jesus até ficou irado com eles pois teve que acordá-los por várias vezes.
Por isso, é muito importante termos uma vida de oração consistente. A oração é primordial no nosso relacionamento com Deus. Podemos dizer que é a base para a vida cristã. É também a base da igreja. Sem oração, a igreja ficará vazia e milagres não acontecerão em nosso meio. Tenhamos uma vida devocional consistente. Vamos orar não somente quando passarmos por dificuldades, mas orar constantemente (1Ts 5.17).
2) Falta de ouvir a Deus
Falamos que a oração é a conversa que temos com nosso Senhor. Contudo, muitas de nossas orações é um monólogo. A gente fica só falando, falando, falando e não dá tempo de Deus falar. Ele está só esperando nos calarmos para falar ao nosso coração.
Os discípulos no caminho de Emaús não conseguiram ouvir ao seu Mestre verdadeiramente. Podemos até pensar que eles não ouviam antes, enquanto Jesus estava no meio deles. Depois de tanto tempo juntos, como amigos, facilmente eles reconheceriam a voz do seu Mestre. Mas não foi isso que aconteceu! Eles não estavam preparados para reconhecer a voz de Jesus.
Muitas vezes, em nossa vida, deixamos de ouvir a voz de Deus e, por isso, fazemos as coisas erradas. Tomamos decisões erradas por não saber ouvir a Deus. Estejamos atentos à voz de Deus e peçamos discernimento do Senhor para ajudarmos a ouvi-Lo.
3) Cegueira Espiritual
No verso 16, a Bíblia nos fala que os discípulos "estavam com os olhos como que fechados". Os olhos espirituais deles estavam fechados e eles não conseguiram reconhecer Jesus. Eles mal estavam enxergando o mundo físico. Eles não conseguiram lembrar-se da aparência de Cristo. Estavam cegos espiritualmente. Mesmo a pregação de Jesus não surtiu efeito, pois eles não conseguiam enxergar Cristo nas profecias e nos Salmos.
Esse sintoma é muito grave! Quando o esfriamento espiritual de uma pessoa chega a esse ponto, tem que tomar muito cuidado. A própria pessoa não percebe que está cega espiritualmente e não vê a atuação de Deus em sua vida, ao seu redor, etc. A cegueira espiritual vai piorando de forma que a pessoa vai saindo de debaixo da bênção de Deus e entrando no mundo sem perceber.
A cegueira espiritual não permite que a pessoa enxergue as coisas que acontecem no mundo espiritual. Ilustração: uma pessoa cai endemoninhada ao lado de uma pessoa assim e ela vai diagnosticar epilepsia.
Estejamos atentos ao menor sintoma de cegueira espiritual! Precisamos ir muito mais além que os nossos olhos físicos podem ver. Acredite! Nesse momento está havendo uma batalha espiritual entre os anjos do Senhor contra os demônios de Satanás. Eles estão batalhando pela sua atenção à Palavra de Deus. Estão brigando pela sua vida. É por isso que temos que declarar a vitória sobre os demônios. É por isso que temos que declarar com firmeza a vitória sobre Satanás.
Vamos pedir ao Senhor para que abra os nossos olhos espirituais para que vejamos essa batalha que está acontecendo. Vamos pedir para que o Senhor não deixe que fiquemos cegos a ponto de não enxergar a ação dEle nas nossas vida. Ele está agindo! Ele está aqui agora! Ele cuida de você todos os dias! Não se esqueça disso...
4) Memória fraca
Naturalmente, o ser humano tem uma memória de curto e outra de longo prazo. Na memória de curto prazo ficam armazenados fatos que não tiveram muita relevância para a vida da pessoa ou aqueles que tiveram pouca emoção. Já os fatos que tiveram mais emoção e que trouxeram algo de produtivo, ou até improdutivo, esses acontecimentos ficam armazenados na memória de longo prazo. Essa memória é constantemente acessada e a nossa vida é em função dessa memória. O ideal seria que aprendêssemos com os erros próprios ou de outros. Mas, nem sempre é isso que acontece!
Como aconteceu com Israel no Antigo Testamento, as palavras caem no esquecimento. José levou toda a sua família para o Egito com a promessa de levantar uma grande nação dentro do país egípcio. Contudo, José morreu e os seus sucessores esqueceram-se das promessas de José e dos faraós que sucederam aquele. Assim, o povo de Israel foi escravizado no Egito e teve que ser liberto por Moisés.
Os discípulos, no texto que lemos, mostram claramente os sinais do esquecimento daquilo que Jesus havia lhes ensinado. Não passou muito tempo, mas mesmo assim, eles se esqueceram de muita coisa. É como na eleição, onde a gente acaba votando em um candidato que já roubou, mas a gente já se esqueceu de tudo o que ele fez de mal.
Valorize as bênçãos que o Senhor já te deu na sua infância, adolescência, casamento, etc. Deus está cuidando de você em todas as fases de sua vida. Ele já te deu tantas bênçãos e não se esqueça disso!
5) Falta de fé
Os discípulos não tinham a real dimensão do que era trabalhar na equipe de Cristo. Jesus operava grandes sinais e maravilhas no meio do povo. Os discípulos o acompanhavam até que de perto, contudo, muitas vezes não criam naquilo que estava acontecendo. Havia um problema de falta de fé, pois eles sabiam que Jesus era o Cristo, o próprio Deus.
Esse sintoma é bem evidente quando Jesus pergunta aos discípulos quem Ele é. A única resposta aproveitável foi a de Pedro, sendo que os outros responderam que Jesus era mais um profeta (no meio de tantos).
A fé é fundamental, pois é a base da vida cristã. Se não houver fé, não existe motivo para a existência da igreja. Não existe motivação de vida cristã. Sendo que a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a convicção das coisas que se não vêem. Naquela época, os discípulos ainda viam a Jesus Cristo e podiam experimentar o seu poder ao vivo e à cores. Atualmente, não vemos a Jesus Cristo como pessoa. Apenas podemos experimentar o seu poder através da ação do Espírito Santo. Por isso temos que valorizar a fé como pilar da vida cristã. Sem fé, não podemos agradar a Deus.
O esfriamento espiritual é uma doença! Como conseqüência disso, eles perderam uma oportunidade de ouro de encontrar-se com o Mestre logo depois de Sua ressurreição. Eles estiveram com Cristo, mas O reconheceram.
<Andaram com Cristo, mas não O conheceram>
Os discípulos tiveram tempo suficiente para desenvolver uma intimidade grande com Jesus Cristo. Eles permaneceram juntos por três anos comendo, bebendo, dormindo, orando, enfim, convivendo intensamente nesse período. No entanto, percebe-se que os discípulos não desenvolveram essa intimidade com Cristo. O relacionamento deles era meio superficial. Apesar de Jesus ter dado todo o espaço para que eles tivessem esse relacionamento mais profundo.
Claramente, o fato de Jesus ter andado com os discípulos no caminho de Emaús e eles não O terem conhecido, mostra o esfriamento espiritual.
Às vezes, somos como esses discípulos que andam com Cristo, mas não O reconhecem. Jesus morreu, mas ressuscitou. Ele está vivo e no meio de nós! Ele está do nosso lado em todos os dias de nossas vidas. Ele está cuidando de nós. Entretanto, muitas vezes não O reconhecemos. Não vemos o agir dEle. Não conseguimos enxergar o grande mover dEle em nossas vidas.
Jesus Cristo não nos abandona (Hb 13.5b).
<Uma experiência que mudou a história da humanidade – v. 31: Abriram-se lhes os olhos>
O mais interessante da história no texto que lemos hoje é observar que os discípulos, apesar de estarem com Cristo por um bom tempo, eles não tinham um relacionamento profundo com Cristo, mas foram transformados.
Depois de estarem com Cristo boa parte da caminhada até o vilarejo de Emaús e participarem de uma refeição com o Mestre, no partir do pão, quando Jesus tomou o pão em suas mãos e deu graças, os discípulos O reconheceram. No versículo 31 diz que os seus olhos foram abertos. Nesse exato momento foi que os discípulos tiveram uma experiência genuína com Cristo.
O marco na vida dos apóstolos foi essa experiência com Cristo. Percebe-se que antes dessa experiência com Cristo, a os apóstolos tinham um relacionamento medíocre com Cristo. Contudo, depois disso, a história da igreja foi diferente.
A partir dessa experiência, os apóstolos se comprometeram em anunciar o evangelho de Cristo. A partir dessa experiência com Cristo os apóstolos louvavam ao Senhor no Templo continuamente
Uma vida guiada pelo Espírito de Deus
"Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. Quando a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, os filhos de Israel caminhavam avante, em todas as suas jornadas; se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantava. De dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o tabernáculo, e, de noite, havia fogo nela, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas." Êxodo 40.34-38
Introdução
O povo de Israel havia sido liberto da escravidão do Egito. Eles ainda não haviam chegado à tão sonhada Terra de Canaã, a Terra Prometida. Não possuíam terra alguma e ainda teriam que lutar muito para conquistar o seu lugarzinho. O povo já havia passado por diversas dificuldades ao sair do Egito. Moisés foi um grande líder ungido de Deus e foi o escolhido para guiar todo o povo em sua estadia no deserto. A nação de Israel já era grande, com aproximadamente 2 milhões de pessoas, sendo aproximadamente 600 mil homens de guerra, suas esposas, servas e servos, jovens e crianças. Sem contar os animais! Não era fácil locomover tanta gente num deserto até a Terra Prometida. Você já fez uma longa viagem de carro com crianças? Se você já fez, sabe do que estamos falando! A cada 20 ou 30 minutos é necessário fazer uma parada para fazer xixi. O tempo varia de acordo com a ansiedade da criança em relação à viagem e o local de destino. Imagine a mesma situação com todo o povo de Israel, viajando por uma longa jornada. Dá para ouvir as vozes de reclamação das crianças? Consegue ouvi-las pedindo para esperar um pouco para fazer suas necessidades fisiológicas?
Foi assim que eles seguiram em sua jornada. Os problemas iam sendo traspassados, mas a expectativa era de que mais problemas os aguardavam mais adiante. Ao saírem do Egito, os soldados do faraó promoveram uma grande perseguição ao povo, que ficou estacionado diante de um grande obstáculo à frente deles: O Mar Vermelho. Coloque-se no lugar de Moisés e ouça os gritos de todo o povo: "Deus nos tirou da escravidão no deserto para morrermos aqui? Que Deus é esse? Preferia ter ficado lá como escravo! Pelo menos eu tinha um resto de comida todos os dias!", e mais: "Eu não pedi para estar aqui! Eu vou voltar!" Moisés, porém, teve pulso firme e orou a Deus pedindo a direção. Deus mandou que o povo marchasse em direção ao Mar. Uma ordem um tanto estranha, mas ele resolveu obedecer.
"Deu certo! O Mar se abriu diante de nós!" Todo o povo exclamava com vozes de júbilo e corria pois sabiam que estavam sendo perseguidos pelo soldados egípcios. Enfim, conseguiram atravessar o Mar Vermelho, com seus pés secos. Quando o último israelita terminou a travessia, o caminho se fechou e os soldados egípcios foram barrados pelo Mar Vermelho.
Depois de atravessar todo o povo de Israel pelo Mar Vermelho, o povo se estabeleceu na região de Sin, próximo ao Monte Sinai. No referido monte foi que Moisés recebeu os mandamentos e algumas ordens de Deus. Ali, Deus falou para que Moisés construísse um tabernáculo com todos os seus utensílios. O tabernáculo deveria ser construído de forma que, de acordo com a vontade de Deus, fosse desmontado e movido para outro lugar. Assim, conforme o povo de Israel caminhava no deserto, o tabernáculo era levado junto.
Depois de instalado o tabernáculo num certo ponto, ao centro das tribos de Israel, sendo que todo o povo se instalava ao redor do tabernáculo representando uma vida centrada em Deus, uma nuvem cobriu totalmente o tabernáculo. No texto que lemos diz: "a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo." A cena cinematográfica da glória do Senhor, ali representada pela nuvem, enchendo todo o tabernáculo e tomando conta de tudo é majestosa. Todos deveriam ter ficado perplexos diante de tal magnitude. Uma manifestação grandessíssima do poder de Deus (teofania).
Nos versículos seguintes, Moisés relata que essa mesma nuvem os guiava tanto de dia como de noite. Durante o dia, a nuvem cobria todo o povo de Israel e, durante a noite, a mesma nuvem tornava-se como uma coluna de fogo.
Por que Deus usou uma nuvem para guiá-los durante o dia e encheu a nuvem de fogo para guiá-los durante a noite?
O deserto é uma região muito, mas muito quente durante o dia e, à noite, muito fria. Durante o dia, as temperaturas naquela região podem ultrapassar os 50 graus Celsius. Assim, nada melhor do que uma nuvem para diminuir a intensidade do Sol sobre o povo escolhido de Deus. À noite, as temperaturas, naquela região, podem chegar a 10 graus Celsius negativos. É muito frio! E, nada melhor do que o fogo para esquentar todo o povo. Além disso, à noite, a região desértica é tomada por animais como lobos, hienas, coiotes, e outros animais que adorariam devorar tanta gente, um banquete. A nuvem ou coluna de fogo os protegia desses animais vorazes que habitavam a noite do deserto.
Como Deus é maravilhoso! Ele tem muito cuidado com os seus escolhidos. Ele os protege com tanto cuidado. Vendo essa história, você consegue sentir o cuidado de Deus na sua vida?
É importante dizer que a mesma nuvem que os protegia também guiava todo o povo no meio do deserto. Quando era da vontade de Deus, a nuvem se levantava e era o momento para o povo levantar acampamento e seguir viagem, por onde a nuvem os dirigisse. Quando a nuvem descia, era o momento de todos montarem novamente os seus acampamentos e ali ficarem por horas, dias, semanas, meses e até anos. Lembrando que o povo passou 40 anos vivendo nessas circunstâncias. E, em todo esse tempo, Deus cuidou dos seus filhos dando-lhes refeições diárias, também chamadas de Maná, as suas roupas e sandálias não se desgastavam e Deus ainda promovia as condições climáticas ideais para a sobrevivência do povo no deserto.
Nitidamente, o Espírito de Deus os movia em todos os dias de suas vidas. Ao acordarem, eles olhavam para cima a fim de ver como a nuvem estava. Todos, em todos os dias tinham que praticar essa rotina de total dependência do Senhor em suas jornadas. Uma tarefa praticamente obrigatória, mas que lhes dava intimidade com o nosso Pai Celestial. Toda manhã, ao olharem para o tabernáculo, visualizavam se a nuvem estava baixa ou alta. Se baixa, eles deveriam permanecer por ali. Se alta, deveriam fazer as malas e se preparar para mais uma viagem.
Atualmente, você não tem uma nuvem sobre a sua cabeça dizendo para onde você deve ir ou se deve permanecer onde está. Contudo, você tem o Espírito de Deus agindo em na sua vida e disposto a te guiar em todas as coisas.
Mas então, como ter uma vida guiada pelo Espírito de Deus?
1) É preciso encher-se do Espírito Santo de Deus.
No verso 34 do capítulo 40 do livro de Êxodo, observa-se que assim que o tabernáculo foi totalmente construído, antes ser devidamente iniciado em suas atividades de culto a Deus, a nuvem do Senhor desceu sobre ele e a Sua glória tomou conta de todo o tabernáculo.
Fazendo um paralelo, sabendo que o nosso coração é a habitação do Senhor relacionada ao tabernáculo daquela época, antes de qualquer coisa, é preciso encher-se do Espírito Santo de Deus. A glória do Senhor precisa tomar conta de todo o seu coração!
O grande rei Davi, que foi o maior rei que Israel já conheceu, só pôde assumir o seu reinado depois de ter sido ungido e recebido o Espírito de Deus. O sacerdote Samuel impôs as suas mãos sobre ele e, como representante de Deus, abençoou e ungiu Davi como rei de todo o Israel. Naquele momento, ele estava apto, não por causa de suas aptidões de guerra ou pelo senso justiça no seu coração, mas pelo poder do Espírito Santo de Deus agindo em Davi.
Outro grande e inquestionável exemplo que podemos tomar é o de Jesus Cristo. Antes de começar o seu ministério oficialmente, visto que antes ele já pregava, Jesus foi conduzido ao rio Jordão para ser batizado por João Batista. No momento do seu batismo, o Espírito de Deus desceu sobre Jesus, e só depois disso ele dedicou-se totalmente ao seu ministério de cura, evangelização, milagres e ensino da Palavra de Deus. Cheio do Espírito de Deus, ele resistiu às tentações de Satanás logo após ser batizado e conduzido ao deserto. Na ocasião, Jesus foi tentado pelo próprio Satanás em áreas que a natureza do homem fala muito alto. Nesse momento, a sua natureza divina falou mais alto. O inimigo tentou enganá-lo utilizando-se de citações bíblicas do Antigo Testamento, mas Jesus estava firme em suas convicções e o Espírito de Deus falou mais alto em seu coração. Em toda a sua vida ministerial, em todos os momentos, Jesus era guiado pelo Espírito de Deus que estava nele e que era ele.
Assim como o tabernáculo ficou cheio da glória do Senhor, desejo que o seu coração seja cheio do Espírito Santo de Deus. Que a sua vida seja cheia do Espírito de Deus! Antes de qualquer coisa que formos pensar ou fazer, vamos buscar essa plenitude do Espírito Santo de Deus.
No Antigo Testamento, o Espírito Santo manifestava-se em uma pessoa somente para uma missão em particular. Podemos citar o exemplo de Sansão. Você acha que a sua força estava em seus cabelos? Ou será que a sua força estava nos exercícios que ele praticava diariamente na academia? A força que Sansão possuía era o Espírito de Deus que o dava, através da sua presença inefável em seu coração. Contudo, após uma série de acontecimentos, o Espírito de Deus o deixou e ele perdeu toda a sua força.
No Novo Testamento, o Espírito Santo age de forma contínua e abrange a vida da pessoa como um todo. Assim, quando o Espírito Santo de Deus entra no seu coração, Ele nunca mais o deixa, mesmo que você "pise na bola" com ele. Uma vez que Ele entrou na sua vida, Ele vai habitar em seu coração e nunca, jamais te deixará. Ele vai te acompanhar e vai te ajudar em todas as coisas. Existem pessoas que receberam o Espírito Santo em suas vidas, fizeram uma oração pedindo que Jesus habitasse dentro do seu coração, mas, toda vez que o pastor chama à frente aqueles que querem orar dessa forma, o indivíduo vai e ora novamente, pensando que o Espírito de Deus o abandonou por causa do seu pecado. Não! O Espírito Santo de Deus, apesar de triste por causa do pecado, ele vai continuar no seu coração.
2) É preciso submeter suas decisões ao Espírito Santo de Deus.
Atualmente, e cada vez mais cedo, temos que tomar decisões difíceis em nossas vidas. Há alguns anos, uma das decisões mais difíceis que o jovem tinha que tomar era somente aos 17 ou 18 anos em que ele tinha que decidir o que fazer na faculdade e qual carreira profissional deveria seguir. Hoje, já não é bem assim! Com 14 ou 15 anos, o jovem tem que se decidir por um curso técnico ou profissionalizante que lhe ajudará na sua profissão futura. Ou seja, a decisão foi antecipada em alguns anos. Caso ele não decida nessa idade, haverá uma grande pressão imposta pela sociedade sobre este jovem e ele ficará atrasado em relação aos outros da mesma idade.
Talvez, por imaturidade, muitas pessoas tomaram as decisões erradas em suas vidas e hoje se lamentam. Mas, lamentar somente não vai resolver o seu problema! O ideal é que você não erre mais em áreas que você errou no passado. Não cometa o mesmo erro novamente! Se, no passado, você não se submeteu a sua decisão ao Espírito de Deus, não o faça de novo.
Irmãos, submeter as suas decisões ao Espírito Santo de Deus não é uma tarefa tão simples. Muitas e muitas vezes, vamos nos deparar com grandes incógnitas. O fato de ter o Espírito Santo de Deus em seu coração não significa que você terá mais facilidade em tomar as decisões! Significa apenas que diante das difíceis decisões, o Espírito Santo de Deus será aquela voz que te incita a tomar a decisão certa. Contudo, nós precisamos do discernimento de Deus para ouvir essa voz e reconhecê-la como sendo a voz do Espírito de Deus.
Colossenses 3.14 nos dá uma idéia de como saber discernir a coisa certa: "Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração..."
Amados, o Espírito Santo de Deus testifica daquilo que é verdade, pois ele prega a verdade e pratica a verdade respaldada na Palavra de Deus, que é a verdade. Com certeza absoluta, o Espírito Santo de Deus não falará nada que vai contra os princípios descritos na Palavra de Deus, a Bíblia. Assim, o texto de Colossenses integra-se com a ação do Espírito de Deus formando a certeza em nosso coração. A dúvida, incerteza e mentira pertencem ao diabo, nosso inimigo, que nos quer mal e só veio para matar, roubar e destruir (Jo 10.10a). Mas a paz de Cristo, essa é que nos dá a convicção de que devemos continuar no caminho certo.
Em caso de dúvidas, o melhor a se fazer é parar, orar, submeter-se ao Espírito Santo de Deus e, se Ele não operar a paz de Cristo no coração, esqueça! Não o faça! Seja o que for você estará cavando o seu próprio túmulo.
Nós dissemos que o Espírito Santo de Deus entra na vida de uma pessoa e jamais o deixa, mas então, o que acontece com aqueles que se afastaram dos caminhos de Deus e estão praticando a iniqüidade? O Espírito de Deus ainda se move em suas vidas?
Com certeza! Aquele que um dia recebeu o Espírito Santo em seu coração ouve a voz que diz para ele tomar a decisão certa. Entretanto, ele dá mais ouvido à voz que diz para ele ir para o caminho mal, ou dá mais ouvido à vontade da carne e cede ao pecado. O que quero dizer com isso é que essas pessoas pecam conscientemente, até, às vezes, planejadamente. Sabem que estão errados! Sabem que a cada dia estão se afastando mais de Deus, porém continuam sendo levados à escuridão e trevas. Podem até não ter forças para se levantar novamente e voltar aos caminhos do Senhor, mas também não clamam. Estão mergulhados em seu orgulho que os impede de pedir ajuda e serem ajudados.
Além disso, o Espírito Santo de Deus também diz 'não' para aquilo que vai te fazer mal ou te atrapalhar. Mas, é muito difícil para o ser humano ouvir um 'não' de qualquer pessoa que seja. Na verdade, você nunca está preparado para receber um 'não'! Você sempre espera um 'sim', por mais que você diga que espera um 'não'. Isso porque o 'não' dá a idéia de limitação e você sempre luta para obter a total liberdade em tomar suas decisões. A vontade de todo funcionário é ser chefe, pensando que não terá de prestar contas ou submeter-se a outros. Engano!
Enfim, somos dotados de livre arbítrio e você pode fazer o que bem entender de sua vida. Aliás, a Bíblia nos diz que: "Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam." (1 Co 10.23). Isto significa que você tem a opção de fazer coisas que vão te fazer bem e coisas que vão te fazer mal. Depende de você! A escolha é sua! Você decide! Deus não nos criou como marionetes em suas mãos. Você pode fazer o que você quiser de sua vida, só tenha a consciência de que em tudo, em tudo mesmo, Deus te pedirá juízo. Quando estivermos diante do Pai, no dia do Grande Julgamento, Deus julgará todos os nossos atos e pedirá contas daquilo que fizemos.
Quando estiver diante de uma decisão difícil, não corra atrás de cartomantes, necromantes, quiromantes, videntes, búzios, ciganos, horóscopo, etc. As pessoas que trabalham com esse tipo de coisa são charlatões de mão cheia. Sabem como tirar dinheiro de uma pessoa e fazem previsões generalizadas ou são guiados por espíritos malignos. Perceba que essas pessoas agem mais no final do ano com previsões para o ano seguinte baseadas em números, letras, nomes cabalísticos, pedras, medalhões, estrelas, planetas, lendas, mitologias ou até calendários. Acontece que eles não entram em acordo entre eles e acabam se contradizendo em suas previsões. Um diz que você será muito feliz nesse ano e outro diz que você terá grandes perdas, e assim continuam as blasfêmias e lorotas.
Como estamos falando de ter uma vida guiada pelo Espírito Santo de Deus, fuja desse tipo de coisa! Não busque respostas nisso! Deus ainda permite que você peça conselhos a pessoas mais sábias: "Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança." (Pv 11.14). Peça conselhos às pessoas mais sábias do que você, ou pessoas que já passaram pela experiência de sua vida, ou ainda, que já tomaram a mesma decisão que você pretende tomar. Na multidão de conselhos, quem sabe, você pode encontrar uma resposta! No entanto, submeta-se sempre ao Espírito de Deus em todas as suas decisões e você será feliz.
Enchendo-se do Espírito Santo de Deus e submetendo todas as suas decisões ao Espírito de Deus a sua vida passará a ser guiada por Ele. Isso produzirá muitos frutos responsivos.
3) Benefícios de uma vida guiada pelo Espírito Santo de Deus.
Os benefícios de uma vida guiada totalmente pelo Espírito de Deus são bem visíveis. Eles podem ser manifestados de em todas as áreas do nosso ser. Podemos citar pelo menos oito áreas do indivíduo. (física, emocional, financeira, profissional, mental, relacional, espiritual e caráter).
a) Física: quando você for totalmente guiado pelo Espírito de Deus, ele te ajudará a tomar suas decisões em relação ao seu corpo físico. Ele te ajudará a manter uma aparência mais bonita! Isso não significa gastar milhões em roupas, sapatos ou cirurgias plásticas! Ele simplesmente te deixará mais bonito (a). Observe bem as pessoas ao seu redor e você perceberá que aqueles que são cheios do Espírito de Deus são mais bonitos. É o Espírito Santo que nos deixa assim!
b) Emocional: é comum ver pessoas que estão bem hoje e no outro dia estão no fundo do poço. Você vê a pessoa conversando, sorrindo, contando piadas, mas, no fundo, ela está com um enorme vazio dentro de si. Essas pessoas são inconstantes e não sabem se choram ou se sorriem. Entretanto, se a sua vida é guiada pelo Espírito Santo de Deus, ela será sempre constante. Ele te dará forças para suportar as adversidades. A sua vida será diferente! O Espírito Santo de Deus te fará uma pessoa sólida emocionalmente.
c) Financeira: não é certo dizer que Deus te dará todas as coisas que você pede sem você trabalhar. De braços cruzados nada acontecerá na sua vida financeira. Mas, aqueles que são cheios do Espírito de Deus e são guiados por ele tomarão decisões financeiras acertadas, os negócios irão bem, em todas as coisas, o Senhor te trará um discernimento sobrenatural para fazer o que é certo. Não obstante, Ele te abençoará sobrenaturalmente como você nunca imaginou que seria abençoado. Deus te dará recursos para a realização de sonhos e desejos do seu coração.
d) Profissional: o Espírito Santo de Deus te ajudará no seu trabalho também! Você pode estar se perguntando: "No trabalho? Como assim?" É verdade! Ele te ajudará em sua profissão. Se você for um profissional liberal, perceba que alguns clientes que virão até você serão verdadeiros milagres. Por causa da sua seriedade em que o Espírito de Deus te guiará, você será reconhecido em seu trabalho. Se for um funcionário de uma empresa, perceba que além do Espírito Santo de Deus te dar muita força, ânimo e disposição para trabalhar, Ele te ajudará a fazer a coisa certa. E, depois do reconhecimento como profissional, com certeza você será promovido em suas atividades. Tenha em mente somente que o seu chefe é Deus e você tem que dar o seu melhor para Ele. O resto, o Espírito de Deus vai operar em você!
e) Mental: essa área tem certa ligação com a área emocional, contudo é um pouco mais abrangente. Aqui, estamos falando não somente de sentimentos, mas de inteligência e raciocínio. O Espírito Santo de Deus age em nós proporcionando-nos uma inteligência sobrenatural, ou seja, que não vem de nós mesmos. Ele nos dá uma capacidade de armazenamento de informações em nosso cérebro incomparável. Além disso, Ele nos dá a capacidade de raciocínio. Ao observarmos um fato, logo teremos a formação de uma opinião em nossa mente. Formaremos uma opinião saudável proveniente do Espírito Santo de Deus.
f) Relacional: quando o Espírito de Deus age em você, os seus relacionamentos são diferentes! O marido é uma bênção dentro de casa e sua esposa tem prazer em recebê-lo de braços abertos quando ele chega do trabalho. A esposa é realmente uma mulher virtuosa e abençoa o seu lar. As amizades são diferentes e aquela roda de escarnecedores não existe mais em sua vida. Agora, a roda de escarnecedores torna-se a roda dos "esclarecedores" da Palavra de Deus. O Espírito de Deus age nos relacionamentos quebrados, restaurando-os e fortalecendo os existentes.
g) Espiritual: é a primeira área em que o Espírito de Deus age. Ele nos dá uma intimidade maior com o próprio Deus e é no nosso espírito que Ele começa a restauração. Ele nos abençoa com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais (Ef 1.3). Quando citamos que o Espírito de Deus é aquela voz que nos incita a fazer a coisa certa é no campo espiritual que estamos falando. E, o Espírito Santo de Deus está em constante batalha contra os espíritos malignos que tentam nos destruir e nos desviar dos caminhos corretos. Ele nos dá resistência contra as forças malignas no âmbito espiritual.
h) Caráter: o Espírito Santo de Deus se manifestará em sua vida, forjando o seu caráter, através principalmente, do fruto do Espírito Santo como está descrito em Gálatas 5.22-23: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei." Além desses, podemos citar a humildade, honestidade e respeito a si mesmo e ao próximo. Todos esses aspectos são formados dentro do caráter da pessoa a partir do momento que a sua vida é guiada pelo Espírito Santo de Deus.
Você pode olhar para dentro de si mesmo agora e pensar um pouco. Esses frutos estão sendo manifestos em minha vida? Em que área eu preciso melhorar?
Aqueles que verdadeiramente têm suas vidas guiadas pelo Espírito Santo de Deus, os que são de Cristo Jesus, esses já crucificaram a carne, com as suas paixões e vontades (Gálatas 5.24). A carne pode até ser inclinada a pecar e o desejo pecaminoso pode ser muito forte, no entanto, conscientemente e esforçadamente, você seguirá a vontade do Espírito de Deus e não a da carne.
O versículo 25 do capítulo 5 de Gálatas continua: "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito." E, essa é uma chamada de atenção de todos os que dizem ter uma vida guiada pelo Espírito Santo de Deus e não a tem. Não é difícil de encontrar pessoas que dizem ser cristãos fervorosos e não o são. São os cristãos nominais. Se realmente você tem o Espírito Santo de Deus dentro do seu coração, você tem que viver como tal. Não adianta só dizer que é guiado por uma força superior. Essa força superior pode até ser Satanás e você está pensando que é o Espírito de Deus. Viva, como se realmente não houvesse amanhã, aproveitando cada segundo de sua vida, mostrando que você tem a sua vida guiada pelo Espírito de Deus. "Não por vanglória nem provocando inveja a outros" (Gálatas 5.26), mas pela manifestação do poder do Espírito Santo de Deus em sua vida.
Não lhe é lícito julgar se as outras pessoas possuem suas vidas guiadas pelo Espírito de Deus ou não. A tendência humana é esta: ouvir ou ler uma palavra destas e tentar aplicar na vida da pessoa ao lado, menos na sua própria. Não faça isso! Olhe somente para você mesmo e analise se a sua vida está sendo guiada pelo Espírito de Deus. Analise se os frutos do Espírito Santo de Deus estão sendo manifestos em você.
Romanos 8.14 diz: "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." Se você tem o orgulho de dizer para todos que é Filho de Deus, então assuma a responsabilidade dessa nomenclatura. Se você é filho de Deus como você diz, viva como um verdadeiro filho de Deus: sendo guiado e andando no Espírito Santo de Deus.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O verdadeiro e o falso arrependimento
“Pois a tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento que leva à salvação; e nisso não há motivo para alguém ficar triste. Mas as tristezas deste mundo produzem a morte.”
(2 Co 7.10 - NTLH)
O texto acima nos diz basicamente, dois tipos de tristezas: 1) a tristeza usada por Deus que produz o arrependimento para a salvação e; 2) a tristezas causadas pelos pecados no mundo.
Dentro do contexto, o apóstolo Paulo está falando sobre a sua primeira carta enviada aos coríntios, a qual confrontou os crentes em seus pecados. Embora os crentes de Corinto tenham ficado tristes, Paulo não ficou. Ao contrário, ele ficou feliz porque eles sentiram o peso do pecado e estavam no processo de mudança de vida. Ele então escreve para animar os crentes a continuarem firmes no processo de abandono do pecado e renovação de vida.
Mas como podemos diferenciar a tristeza usada por Deus que produz o arrependimento para a salvação do falso arrependimento que é causa dos pecados mundanos? Exige que observemos alguns pontos.
“... a tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento que leva à salvação; e nisso não motivo para alguém ficar triste...”
A tristeza que produz o arrependimento que leva à salvação é para o bem. Apesar de ter o sentimento de tristeza, há uma mudança de sentimento e de opinião em relação ao pecado. Na verdade, o indivíduo peca por considerar o pecado como um prazer ou algo gostoso. Essa atitude em relação ao pecado tem que mudar. O pecado tem que ser algo aborrecível, detestável e assombroso. Se a pessoa continuar considerando o pecado como algo prazeroso, ela continuará pecando por querer satisfazer o desejo da carne, que tende para a auto-satisfação. O pecado tende a viciar, cegar, dominar, controlar, escravizar e destruir. Por isso devemos odiar o pecado.
Não devemos odiar o pecado somente por causa do medo da justiça de Deus. O temor do peso da mão de Deus deve ser uma motivação secundária para a mudança de atitude em relação ao pecado. Conhecendo as tendências e as conseqüências do pecado, deve haver uma mudança de opinião e de mente. Tomemos a consciência de que o salário do pecado é a morte e inculquemos em nós um sentimento de aversão em relação ao pecado.
Se não houver um arrependimento verdadeiro, uma profunda tristeza usada por Deus produzindo no pecador o arrependimento que leva à salvação, esse indivíduo morrerá eternamente. Quem está em pecado, está caminhado para a sua morte.
Por outro lado, se houver um arrependimento genuíno, podemos ver a mudança de ponto de vista em relação ao pecado. O que antes era normal, agora é abominável para essa pessoa. O que antes ela costumava fazer, às vezes até inconscientemente, agora é detestável e a causa uma profunda tristeza. Quando há um arrependimento genuíno, a disposição a pecar desaparece e a pessoa passa a evitar situações ou atitudes que conduzem ao pecado. Esse é um ponto chave! Quem realmente experimentou esse arrependimento, passa a conhecer seus limites e até onde pode chegar. Sabendo disso, a pessoa não deve chegar muito perto do seu limite.
Uma pessoa pode pecar inconscientemente porque o pecado já foi concebido no seu coração. Mas, com esforço e um arrependimento genuíno, o seu coração passa por uma varredura e um novo ser nasce. A tristeza segundo Deus que produz a salvação é aquela que há o verdadeiro arrependimento, confissão de pecados e há também a restituição. Podemos citar o exemplo bíblico de Zaqueu, que quando se arrependeu dos seus roubos prometeu restituir quatro vezes mais. Quando há o arrependimento genuíno, tudo o que foi perdido ou roubado é restituído.
Um dos sinais visíveis do verdadeiro arrependimento na vida de uma pessoa é a mudança de conduta. É importante que a pessoa demonstre através dos seus atos que mudou. É importante para si mesmo mostrar e reafirmar a mudança de conduta pessoal. Se houve arrependimento, deve haver essa mudança. Eis que tudo se fez novo! A sua vida também deve se transformar numa vida nova. Não se pode mais continuar nas práticas antigas do pecado. Deve haver uma mudança de vida.
Outro sinal do verdadeiro arrependimento que leva a pessoa à salvação é a firmeza em sua nova vida. A pessoa não se arrepende do seu arrependimento. Não volta atrás no seu arrependimento e continua sempre firme. Há algumas pessoas que se arrependem e depois voltam atrás na sua decisão e voltam a praticarem os seus pecados de antigamente. Essas pessoas não experimentaram o verdadeiro e genuíno arrependimento. O verdadeiro arrependimento traz segurança da nova vida e uma paz no coração. A pessoa verdadeiramente arrependida consegue se desprender da sua vida antiga sem sentir saudades e crendo que a sua nova vida é bem melhor.
A tristeza segundo Deus, na verdade, não é um triste! Não é motivo para se entristecer! A tristeza segundo Deus é motivo de alegria porque Deus está trabalhando e revelando a verdade em seu coração. É uma tristeza passageira, mas logo a pessoa verdadeiramente arrependida enxergará o mover de Deus e verá que foi o melhor para ela. Sendo assim, a alegria tomará conta do seu coração em sua nova vida.
“...Mas as tristezas deste mundo produzem a morte...”
Essa é a tristeza que leva a pessoa ao inferno, à morte. É um falso arrependimento. É a tristeza causada pelo pecado, mas sem o mover sobrenatural de Deus sobre a vida do pecador. É a tristeza segundo o mundo e não segundo Deus.
O falso arrependimento não se fundamenta numa mudança de opinião. É possível até que a pessoa sinta um mal-estar e uma tristeza muito grande quando o pecado ou erro é trazido à tona, mas a pessoa não se sente magoada ou arrependida de tal fato. Embora haja a tristeza em seu coração, não é como a tristeza segundo Deus. A pessoa sente apenas um remorso muito grande ou uma profunda dor por causa do medo da manifestação da ira de Deus ou de outras pessoas. É um remorso porque sabe que as conseqüências alcançarão a vida desse indivíduo.
O falso arrependimento pode estar fundamentado apenas em princípios egoístas de preservação, ou seja, o indivíduo começa e pensar no que as outras pessoas vão dizer dele. O pecado pode ter trazido uma má reputação para ele, mas, em seu coração, o sentimento de cobiça e desejo carnal ainda reina. A pessoa até tenta zelar pela sua reputação, mas a cobiça enraizada em seu coração é muito maior.
Uma característica visível do falso arrependimento é a falta de transformação do sentimento da pessoa em relação ao pecado. O indivíduo continua sentindo o forte desejo de pecar. Ele continua considerando o pecado gostoso e isso já o acorrentou. Em vez de se afastar do pecado, a pessoa faz planos de como pecar e maquina o mal em sua cabeça. O seu coração já não produz uma grande tristeza, mas um remorso temporário e, até mesmo outras áreas onde a pessoa já poderia ter experimentado o verdadeiro arrependimento são deturpadas novamente.
Algumas pessoas mentem para encobrir seus pecados! Isso cria uma corrente pecaminosa culminando na morte do indivíduo. Esse problema acontece pela falta da confissão dos seus pecados. A pessoa resolve esconder de tudo e de todos o seu pecado. Essa casta criada pelo próprio pecador o afasta de Deus e das outras pessoas dificultando ainda mais a possível recuperação. A pessoa vai cavando o seu próprio túmulo até se deparar com o inferno. A omissão dos pecados vai levando a um e outro pecado e a uma e outra conseqüência. A mentira vai sendo ampliada e o indivíduo se vê numa areia movediça encoberto até o pescoço.
O falso arrependimento pode até demonstrar uma mudança parcial das atitudes do indivíduo em relação ao pecado. Ele pode até estar convencido do pecado, mas o seu coração não mudou. O Espírito Santo pode ter agido através da lei humana ou até mesmo da ética ou moral da sociedade, mas não teve a abertura necessária agir no coração do indivíduo pecador. Ele pode até mostrar alguma mudança pessoal, mas no fundo é somente uma abstenção do pecado e não um verdadeiro arrependimento. Essas pessoas são auto-enganadas, visto que vivem numa ilusão de que estão verdadeiramente arrependidas, quando é somente é um sentimento temporário de remorso pelo pecado cometido. A ilusão faz com que o homem seja embotado espiritualmente.
O pecado seguido do falso arrependimento endurece o coração e cauteriza a consciência da pessoa. É possível que o indivíduo sinta uma inquietação, mas é uma tristeza que o leva para a morte. Ele pode até ser movido por motivações emocionais, mas não é o verdadeiro arrependimento e não o leva a Deus. Ao contrário, só o leva ao inferno. Com a sua consciência cauterizada, o pecado e suas conseqüências já fazem parte do cotidiano do pecador e não anda mais na luz. O falso arrependimento passa a fazer parte da sua vida porque a dureza do seu coração o impede de permitir que o Espírito Santo faça algo por ele. As portas da sua vida estão trancadas de tal maneira que o pecado é a melhor solução para provê-lo a falsa alegria momentânea que os falsos arrependidos possuem.
Conclusão...
É triste ver que os cristãos vivem num falso arrependimento iludidos. Todos nós precisamos conhecer as verdades bíblicas e sermos convencidos dos nossos pecados pelo Espírito Santo. Não adianta em nada sermos convencidos pela nossa emoção ou mesmo pelo nosso medo da ira de Deus ou das outras pessoas, mas é permitir a ação de Deus no nosso coração.
Estimulo ao verdadeiro arrependimento, pois é a nossa única forma de vida! É a única maneira de nos achegarmos a Deus e Ele a nós...
Pr. Paulo Pedroso
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Os Reinos Vindouros: Egito e Síria e Reino de Deus (Daniel 11.1-45; 12.1-13)
Ainda Daniel se recuperava e o anjo lhe falou acerca dos reinos que assumiriam o domínio terrestre dali para frente. O anjo lhe explicou sobre os reis que assumiriam o reino da Pérsia, mas que não iriam conseguir permanecer por muito tempo no poder. Depois, o Reino Grécia viria ao poder e ainda Egito e Síria. Todo o capítulo 11 é dedicado a explicar os tratados entre os reis e o anjo profetiza até mesmo as estratégias de guerras utilizadas por todos os reis.
Embora essas batalhas sejam importantes, atento para o detalhamento da profecia que o anjo pronuncia. É mais um endossamento de que a profecia é verdadeira. Atualmente, nas igrejas, o que vemos são profecias subjetivas e com poucos detalhes. Isso acontece porque são os desejos humanos misturados as profecias espirituais. Deus é detalhista e confirma a Sua Palavra nas mínimas observações.
Chegamos então ao capítulo 12 e ao momento final do livro de Daniel. É um livro surpreendente e que possui histórias de tirar o fôlego. E não podia ser diferente no grand finale do livro.
Na parte final do livro, Daniel recebe o entendimento de algumas coisas que hão de acontecer no fim dos tempos. Uma grande tribulação virá e durará três anos e meio. Durante esse tempo, aqueles que tiverem os seus nomes gravados no Livro de Deus não passarão por esse sofrimento. Muitos dos que já tiverem morrido viverão de novo: uns terão a vida eterna, e outros sofrerão o castigo eterno e a desgraça eterna. Tudo isso acontecerá quando terminar a perseguição ao povo de Deus.
Muitos irão se converter dos seus maus caminhos nesses dias. Outros irão continuar praticando a iniqüidade. Felizes aqueles que continuarem fiéis a Deus por todos os dias, enquanto durar a tribulação. Àqueles que persistirem, Deus os exaltará e receberão a devida recompensa do Senhor.
Você pode estar passando por um grande problema, tribulação, dor, angústia, mau, doença. Agora, você pode não entender a causa de tudo isso estar acontecendo em sua vida. Entretanto, tenha fé e paciência, continue sempre firme no Senhor e lá no Céu, no Grande Dia da Ressurreição, teremos o amplo entendimento de tudo! Quero te ver lá.
Pr. Paulo Pedroso.
A visão de Daniel na beira do Rio Tigre (Daniel 10.1-21)
Daniel, depois de orar pelo seu povo e de receber uma comprovação do amor divino para consigo, teve uma outra revelação, a qual ele descreve como difícil de entender. Para ele, as visões não faziam muito sentido, já que falavam sobre o futuro, que pertence a Deus. Imagino que Daniel deve ter ficado apreensivo ao saber de tantas coisas sobre o futuro. Ao que ele deve ter ficado tranqüilo diante da demonstração de amor e misericórdia de Deus na vida dele. Deus estava revelando somente a ele e não a várias pessoas.
Depois de ter recebido essa visão, Daniel jejuou e orou por três semanas, não comendo nem carne, nem vinho e nem penteando o cabelo. Na visão, Daniel estava na beira do Rio Tigre e viu um anjo vestido com roupas de linho e usando um cinto de ouro puro. O seu corpo brilhava como pedras preciosas, o seu rosto parecia um relâmpago, os seus olhos eram como tochas acesas, os seus braços e pernas brilhavam como bronze polido e a sua voz soava como o barulho de uma multidão.
Quando ele viu isso, caiu por terra e ficou sem forças. Ele estava com muito medo! Os seus companheiros estavam ao lado, mas não viram nem ouviram nada. De repente, o anjo se aproximou dele e o levantou pela mão e disse que o anjo protetor da Pérsia havia lutado com ele por vinte e um dias (exatamente o tempo em que Daniel estava jejuando) e, finalmente, esse anjo obteve a vitória.
Daniel ficou calado e quase não conseguia respirar diante da presença do anjo. No livro de Apocalipse, temos a confirmação que esse anjo que aparecera a Daniel é verdadeiramente Jesus, o Cristo. E, depois de um toque do anjo, Daniel recuperou todas as suas forças.
O anjo explicou o motivo da sua visita que era para anunciar a Daniel o que está escrito no Livro da Verdade. No entanto, o anjo e o arcanjo Miguel precisavam lutar contra o anjo protetor da Grécia.
Analisando a história da humanidade vemos que depois do império persa, o império grego dominou o mundo. Daí entende-se que Jesus Cristo estava lutando contra os anjos protetores desses reinos a fim de proteger o Reino.
A batalha espiritual que aconteceu naquela época acontece nos dias de hoje. Pedimos ao Senhor que nos dê o discernimento e a visão espirituais para entender e enxergar essas coisas. Da mesma forma, batalhemos incessantemente para a manutenção do Reino de Deus aqui, na terra hoje.
Pr. Paulo Pedroso.